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30 de mai. de 2016

Cada momento é único


Cada momento é único.

Longe de mim querer parecer retórico demais. Mas é.

Longe de mim querer parecer lugar-comum, mas sim.

A vida passa rápido e quando percebemos, já é junho. Quando nos damos conta, mais um aniversário. Ao nos atentarmos, já passamos por diversos sonhados momentos pelos quais esperamos por muito tempo, e constatamos que: não os gozamos satisfatoriamente.

Este ano, pela primeira vez na vida, estive em uma roda gigante. Com uma amiga de longa data. Bom, não era um momento tão esperado. Nunca idealizei nem planejei isso. Mas aconteceu. E querendo ou não, era um momento único. E assim que eu desci do brinquedo, lá no meu íntimo o meu subconsciente (ou minha própria consciência, eu sei lá) já me acusou: 'você nem aproveitou, nem viu o que aconteceu'. Envergonhado de mim mesmo, constrangido de maneira curiosa, eu poderia me defender dizendo ser culpa do Snapchat, e de todos os vídeos e fotos maneiras que fiz (afinal eu fiz!). Mas não ousei ser tão descarado. Eu sabia: eu vivi mas não senti.  Logo, nem sei se vivi. A culpa foi minha.  A culpa por não curtir o momento, por não o espremer ao máximo até tirar todo o caldo de satisfação e proveito era unicamente minha.

Cada momento é único.

A roda gigante é um fato simbólico. Retrata bem a situação, mas nem estou me importando tanto assim com isso. Eu me importo, sim, com dezenas de outras situações, de vivências diárias, de experiências singulares às quais me submeto cotidianamente, porém que passam desapercebidas ante minha sensibilidade. Eu me preocupo sim, e sofro inclusive, ao perceber que poderia ter feito mais. Ter sentido mais. Tocado mais. Ficado um pouco mais. Vivido mais intensamente cada segundo daquela proposta que me fizera o dia. Ter contemplado os detalhes e explorado as minúcias até a exaustão. Ter me soltado mais. Ter usufruído aquela companhia, aceitado aquele encantador e irreverente convite sem me preocupar demais com o depois. Ter sido tudo o que eu poderia realmente ter sido.

Porque o tempo não volta. Aquela oportunidade, certamente, também não. E o remorso ou a culpa é o novo ente de estimação que agora você, é muito provável, terá que aprender a lidar.

Ouvi uma vez que a vida não vem com manual de instruções, e que os erros são parte inseparáveis deste grande aprendizado. Eu concordo. Discordo, porém, de qualquer discurso que atribua unicamente às circunstâncias a culpa por nossos equívocos e tropeços. Cabe a nós lutar pela construção e manutenção daquilo que precisamos e almejamos. Inclusive seus detalhes, sua intensidade.

Que a cada nova situação, cada novo dia, eu possa me entregar mais, sentir e degustar de maneira nova e duradoura tudo o que a vida tem a oferecer. Absorvendo aquilo que de melhor há para ser absorvido, e renegando as impurezas e radicais livres que não necessitam ficar. Certamente as oportunidades do passado não voltarão a se apresentar no futuro, da mesma maneira que um dia se apresentaram. E nem eu serei mais o mesmo. É a lei do tempo, das cicatrizes. Como já disse Heráclito de Éfeso, "o homem que volta ao mesmo rio, nem o rio é o mesmo rio, nem o homem é o mesmo homem". Entretanto, a vida continua, o tempo não para, e cada nova hora é um nova oportunidade de fazer tudo valer a pena. De novo e de novo. Com mais sabor. Com mais prazer. E cada momento será sempre único.

11 de mai. de 2014

Síndrome da Adolescência Tardia

Estou de aparelho nos dentes. Infelizmente, pois isso dói demais. E não só pela dor.

Parece que a sequência temporal lógica dos fatos da vida se inverteram totalmente na minha vida. Coisas que eu deveria ter vivido há alguns anos, estou vivendo agora. Me sinto na auge da adolescência aos 25 anos. Aparelho nos dentes. Roacutan para a pele. Paixões platônicas e relacionamentos mal resolvidos, com direito a crises existenciais e descobrimento de minhas próprias vontades. Flertes, medo, dúvidas. Crise, caos, WTF?

Eu deveria estar me preocupando com meu desenvolvimento profissional, com família, negócios imobiliários,  amadurecimento. Mas os conflitos juvenis permeiam minha mente todos dias, num desenrolar cotidiano de coisas novas, experimentos, dúvidas, aventuras e frustrações. Me sinto tão atrasado! Confuso!

Naquela época, predominavam a timidez, o conservadorismo e a falta de recursos. O medo, a incerteza, a baixa autoestima, a tentativa de ser adulto antes da hora. Hoje percebo o quanto confundi as coisas. A adolescência que não tive na época certa, decidiu vir agora.  E com força total. Espero superar essa somatória toda de coisas, fatos e sentimentos. Deus me ajude!

29 de out. de 2012

Os versos que nunca dissera

Às vezes se passa a vida toda tentando ser forte, tentando ser intocável.
Tentando ser um guia, um modelo.

Tenta-se.

Mas nem sempre tudo sai como o esperado. Ou até sai, casos em que o esperado não é o que se devia esperar.

O fato é que os momentos de fraquejo e titubeação estão sempre aí, prontos para entrarem em ação. E você pode ser forte, ser líder, ser intransponível, mas sempre haverá na sua decisão o livre arbítrio: ceder ou não àquilo que está à espreita?

Não se pode ser forte o tempo todo. Pensar assim seria uma grande tolice. Quem é idiota o suficiente para pensar assim? E que é mais idiota ainda pra pensar que existe alguém que possa/deva se manter sempre assim?  

Às vezes você cansa, você tropeça, você cede. Você cede e conquista – ou perde – a tão almejada liberdade. E você chega num ponto que não sabe mais o que é liberdade, talvez porque a tenha em excesso em suas mãos e não saiba como usá-la. Aqui jaz a ironia de querer ser livre: livre pra quê? O que vai fazer com a liberdade que você alcançou?

E depois de tudo isso, você para e olha para todo o se passado, com todos os seus méritos, e para o seu presente. E você vê tudo embaralhado, você ri, você chora, você ironiza. Você duvida da vida e de tudo mais. Você esbraveja consigo mesmo por aquilo que você se tornou, e ao mesmo tempo justifica seus atos com base nas frustrações que te levaram até aí. E de novo volta a se achar um tonto. E de volta a achar que vai ficar tudo bem. E mesmo sem saber como será, acredita, num ato transloucado de fé, que tudo vai se ajustar...





28 de jun. de 2012

As dimensões da vida














Hoje foi um daqueles dias mágicos, em que encontramos aquela dimensão da vida que geralmente está meio oculta. 

Aquele momento em que você não pensa, simplesmente vive. Simplesmente se joga. Aquele momento em que não existe o peso existencial de nossa rotina, de nossos afazeres, de nossos deveres. Existe apenas o sorriso, a graça de contemplar e sentir a vida.

Aquele momento em que mesmo a dor parece coadjuvante. E acho que esse deve ser seu real papel: o de coadjuvante. Mera interferência, descreditada.

E então, olhando o sol, a grama, o vento e os jovens, pude perceber o quão mesquinha pode ser a dimensão em que normalmente vivemos. O quanto ela pode roubar de nossos dias e de nossa disposição em viver diferentemente. 

Foi isso. Um choque de dimensões: aquilo que é, e aquilo que poderia ser. 

E então eu me lembrei de tudo que vivi. De tudo que já sonhei. Das causas pelas quais guerreei. Essas mesmas causas que abandonei durante o percurso, talvez por me deixar sufocar pela realidade mórbida e cinza que a rotina nos imprime.

Uma dimensão áspera e amargamente monotônica em conflito com uma dimensão colorida e vivaz. Tipo um duelo, um conflito, uma dança no ar entre duas realidades diametralmente opostas. E eu, do alto de meu assento, na sombra daquela magnânima árvore, apenas contemplando.

E eu gostei. Curti. Contemplar o embate foi ótimo. 

Estar algumas horas naquela dimensão que  nos permite "ser", na plenitude de nossa existência, foi o que de melhor me aconteceu nos últimos tempos.

Olho pra trás e percebo o quanto perdi, por viver limitado numa dimensão de mesmice, culpa, monotonia e desalento. Mas hoje me lembrei que existe algo que vai além de tudo isso. Além do medo, da amargura, da desesperança, da rotina, da agenda, dos compromissos, da falta de compromissos, da indiferença e da dor.

Hoje, pelo menos hoje, posso escolher em qual dimensão estar. E assim posso reconhecer que mesmo que a dor do momento seja inevitável, o sofrimento, todavia, há de ser opcional. Sim, é isso.

Hoje eu escolhi ser feliz.



1 de mai. de 2012

Ser grande

                                                                                 
Ser grande não é necessariamente o oposto de ser pequeno. Mas de certa forma, acaba sendo, ainda que apenas moralmente.

Ser grande é transcender os limites impostos pelos parâmetros estipulados. É ignorar sutilmente, e com boas doses de respeito, os parâmetros estipulados.

Ser grande é entender o quão diferente se pode ser. Mas só se pode perceber o quão diferente se pode ser, ao se observar, após muito constrangimento, o quão pequeno se estava sendo. Nessa hora, doses de autoexame são necessárias. 

Ser pequeno é fácil. É só se deixar ser. Deixar acontecer. Deixar a vida ir levando. Ser pequeno é ser rotineiro, é ser acomodado. Ser pequeno é desacreditar no diferente, é não crer nas possibilidades ímpares de mudanças que ardentemente esperam para acontecer, seja no mundo exterior, seja no interior.

Ser grande é não se acomodar. Ser grande é dar um passo de ousadia, com fé e um sorriso sincero (e por isso convincente) no rosto. É desafiar os gigantes da imoralidade, da hipocrisia, da amargura, do descrédito, da falta de ambição, da falta de afeto, da arrogância e, na maioria das vezes, do próprio orgulho.

Ser grande é deixar pra trás aquilo que não importa. Ou, em outros termos, aquilo que não tem um valor digno de estimação eterna. Ser grande é ignorar o que deve ser ignorado, renunciar ao que deve ser renunciado, e estar disposto a começar tudo de novo, só pela dignidade e grandeza da causa. Ser grande é abrir mão por amor.

Ser pequeno é simples. Basta pensar unicamente em si mesmo, olhar apenas para frente ou para os próprios pés caminhando. Quando se é pequeno não se pensa no grupo. Não se projeta o amanhã. Não se sonha um sonho coletivo.

Ser grande é desafiador. É olhar para o horizonte e acreditar que, sim, é possível. É não olhar apenas para frente, mas também para o alto e para o seu redor: ser grande é reconhecer que não se pode chegar a lugar nenhum sozinho. Ser grande é amar incondicionalmente os que te cercam. Ser grande é perdoar.

Talvez nunca sejamos grande como esperamos ser. Tudo bem, essa é apenas uma tentativa ousada de crescer. Mas neste momento, é o que importa. Acreditar. Gerar mudança, partindo aqui de dentro.

Talvez nunca compreendamos essencialmente o que é ser grande. Mas se não tentarmos, sempre seremos pequenos o suficiente para nos arrependermos de um dia termos sido tão medíocres.


17 de nov. de 2010

Dia da Criatividade

Existem várias definições diferentes para criatividade. Para Ghiselin (1952), "é o processo de mudança, de desenvolvimento, de evolução na organização da vida subjetiva". Segundo Flieger (1978), "manipulamos símbolos ou objetos externos para produzir um evento incomum para nós ou para nosso meio". Outras definições:
  • "o termo pensamento criativo tem duas características fundamentais, a saber: é autônomo e é dirigido para a produção de uma nova forma" (Suchman, 1981)
  • "criatividade é o processo que resulta em um produto novo, que é aceito como útil, e/ou satisfatório por um número significativo de pessoas em algum ponto no tempo" (Stein, 1974)
  • "criatividade representa a emergência de algo único e original" (Anderson, 1965)
  • "criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; testar e retestar estas hipóteses; e, finalmente, comunicar os resultados" (Torrance, 1965)
  • "um produto ou resposta serão julgados como criativos na extensão em que a) são novos e apropriados, úteis ou de valor para uma tarefa e b) a tarefa é heurística e não algorística" (Amabile, 1983)
Todo ser humano possui criatividade em diferentes habilidades. Acredita-se que a habilidade criativa das pessoas esteja de certa forma ligadas a seus talentos.
 (FONTE: Wikipédia)


USE SEUS TALENTOS!
NÃO TENHA MEDO DE SER FELIZ!

30 de jun. de 2009

Coca-cola



Em todos os bares,
mercados, farmácias,
em todos os estádios,
no ponto principal de todas as metrópoles, existe
- e quem é que nao viu?
- aquele cartaz...
De modo que, se esta civilização desaparecer
e seus dispersos e bárbaros sobreviventes
tiverem de recomeçar tudo desde o princípio..
- até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos
- estes hão de sempre encontrar nos mais diversos pontos do mundo inteiro,
aquela mesma palavra.
E pensarão eles que coca-cola era o nome do nosso Deus.

Mário Quintana


http://dimasmala7.blogspot.com



29 de jun. de 2009

Jesus é o Caminho para a Índia*



"[...] como podemos saber o caminho? Respondeu Jesus: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida'." João 14:5b, 6a

Nesse início de ano, a Índia tem recebido muito destaque na mídia brasileira. Pode-se dizer que não só no Brasil. A grande surpresa do Oscar esse ano foi um filme indiano, que não apresenta o país como uma maravilha, mas, sem dúvida, traz sobre ele olhares do mundo inteiro. Além disso, o desempenho econômico tem dado destaque para a Índia nos principais jornais do mundo. Esse país tem influenciado as tendências da moda, de comportamento, de linguagem e relacionamento da população. No âmbito cristão, a Índia também gerou uma atenção especial, mas não para criar tendências, e sim para levar irmãos à oração.

A Índia sempre apresentou algumas limitações em relação à liberdade religiosa, mas depois de agosto de 2008, em que cristãos foram acusados de matar o líder hindu Saraswati, a violência aumentou gravemente.

De acordo com a Classificação de países por perseguição, publicada anualmente pela Portas Abertas, a Índia subiu de posição. De 30º lugar em 2008, foi para 22º, entrando no grupo de nações com “Limitações severas”, principalmente após a onda de acidentes no final do ano.

Fontes afirmam que inúmeros cristãos foram atacados e mortos, e muitas casas e igrejas destruídas. Para saber mais detalhes sobre os incidentes na Índia, assista no site da Missão Portas Abertas ao vídeo em que o irmão André fala sobre a situação no país.

Neste ano, temos recebido diversas notícias sobre os incidentes com cristãos que ocorrem no país. Essa é uma das realidades da Índia, um cenário de intolerância religiosa sem perspectiva de melhoras. Um país que necessita profundamente descobrir e conhecer o único CAMINHO, verdade e vida: Jesus Cristo. Ele é o Caminho para a Índia.

Durante o mês de março, a Missão Portas Abertas publicou em seu site uma série com três artigos especiais sobre a Índia. Acompanhe semanalmente as notícias em nosso site e fique informado sobre a perseguição de nossos irmãos indianos.

"A realidade sobre a Índia" é uma série de 3 artigos que contêm relatos de pastores que passaram pelos ataques dos últimos meses, entrevista com o diretor da Portas Abertas Índia e testemunhos.


Texto publicado no site da Missão Portas Abertas http://www.portasabertas.org.br/especiais/caminho_india.asp
*http://reflexaoefe.blogspot.com/2009/06/jesus-e-o-caminho-para-india.html

18 de jun. de 2009

A razão...

Estou de volta. Não, eu não estava em período de provas, acontece que o tempo é pouco... a falar em provas, logo elas começam de novo. Isso não vem ao caso.

Hoje aconteceu algo diferente no Mudi. Problemas. É que o conceito de educação de pessoa pra pessoa pode variar, apesar de ele ser um só. Eu nunca vou entender os homens. Há uns dias atrás, perguntei ao Gilberto se ele acreditava que um garoto havia mijado dentro do cestinho de lixo. Ele disse que acreditava. Claro que não foi nenhuma criancinha, foi um marmanjão, já na adolescência (aliás, esses são os piores). Parece que querem mostrar sua soberania, sua independência, seu ego. O Gilberto me respondeu algo que me deixou pensativo: "A partir de agora vai ser assim, esse é o mundo que nos aguarda. Essa é a nossa juventude."

Frustração. Na mesma semana, estava conversando com uma das monitoras, amiga minha. Falávamos sobre a sala de paleontologia, e de como falar sobre ela aos visitantes. Como abordar o tema da evolução? Tem um quadro enorme na parede que mostra como o macaco mais primitivo teria evoluido até chegar ao homem. O problema é que todos estão orientados a falar o contrário: não, o homem não vem do macaco, se assim fosse todos os macacos teriam evoluidos e virado homens. Não existiriam mais macacos, e somente o homem. Afinal, nós não vemos mais nenhum mamute nem no mais "biologicamente correto" zoológico, tampouco vemos preguiças-gigantes por aí. Frustração: "Tá vendo, por isso que eu não gosto de estudar. Por mim passava o dia inteiro ouvindo música." Os homens buscam tantas explicações, sem nada encontrar. Apenas se frustram, como se estivessem sempre correndo atrás do vento, sempre se contradizendo.

Acreditar apenas no natural sempre nos frustra. Hoje algo me deixou ESTUPEFATO. Sempre confiante e tentando sorrir para a vida, levando tudo numa boa, lá vou eu... Fui ajudar aquela minha amiga lá na sala de anatomia, pois ela estava sozinha, e tinha q ter alguém para pelo menos ajudá-la a abrir a caixa do cadáver. Havia muito tempo que não me estressava desse jeito: os alunos, adolescentes, simplesmente se comportavam de maneira inadequada: conversavam, andavam e até tentaram tirar fotografia, num ambiente proibido. Ora, tudo isso foi falado antes, mas a falta de respeito foi imensa. Eu me senti desrespeitado, por estar ali ajudando a minha amiga, como aliás muitas vezes tenho feito. Para ser breve, aconteceu que ela teve que chamar a atenção deles mais de uma vez, e no final a professora veio ter conosco, pedindo que ela fosse lá embaixo se desculpar com a turma, por haver sido grossa com eles. Ora, grossa? Tudo bem, essa minha miga tem um jeitinho todo particular de ser, mas isso não legitima a professora a alegar que ela tenha sido mal-educada. Ora, ela tinha plena liberdade para parar a explicação e terminar a visita deles, pois eles não estavam se comportando nos conformes. Eu até pensei nisso, pois eles estavam muito agitados. O fato é que acabamos discutindo: eu, minha amiga e a professora.

Ora, eu pensei que ela estava se dirigindo até nós para se desculpar, e não para exigir desculpas. E a autoridade da monitora? Onde fica? Se não houver ordem, viveremos em barbárie. Não podemos deixar o pessoal fazer tudo o que eles querem; as regras existem para serem cumpridas. A alegação dela é que a minha amiga havia sido grossa, mal-educada e ainda havia deixado a desejar na apresentação. Acho que o conceito de educação dessa professora precisa ser revisto, pois não podemos estar em um lugar sem que tenhamos que nos submeter disciplina e ao controle vigente ali. Quem realmente foi mal-educado?

Isso tudo nos deixou num estado de raiva muito grande. Eu me segurei para não demonstrar a ira, a minha amiga também. Mas no final, por frágil, ela acabou externando tudo... com palavras, lágrimas e tudo mais... ela nem percebeu o quanto nervoso eu fiquei, por achar aquilo tudo tão injusto, tão bizarro.

Essas coisas acontecem, e elas servem para nos fazer crescer. A minha real vontade era de fazer uma besteira (e a da minha colega de fazer algo pior, talvez...). Mas parei para pensar no meu caráter, no meu comportamento (ninguém percebeu a real magnitude, mas por dentro eu estava explodindo).

Conclusão: não é fácil. Não é fácil conviver em sociedade. Não é fácil guardar a mansidão em situações tão adversas. Poxa, sempre busquei ser o mais calmo possível. Mas sempre tem uma hora em que a gente explode.

Essas situações nos ensinam muitas coisas: que nem sempre vamos ganhar, nem sempre vão reconhecer em nós a justiça e a verdade, e que às vezes pode tudo ser muito difícil. Preciso aprender mais sobre tudo. Tudo é muito confuso, e leva-se tempo para aprendermos a lidar com nossos sentimentos, com nossas vontades.

"Bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão a terra", acho que esse é o versículo. O ser humano é tão incompreensível. Mesmo fazendo uma grande salada de fatos e sentimentos aqui, já me sinto melhor.

As vezes é difícil nadar contra a correnteza, é difícil ser diferente, mas esse é o preço que temos que pagar se quisermos almejar algo melhor para nós mesmos. Agradeço a Deus por tudo que tenho aprendido, e pelas pessoas que estão ao meu redor.

Eu creio que ainda há salvação. Não é fácil, mas ninguém disse que seria fácil. O preço maior já foi pago, na cruz do Calvário, por Jesus Cristo. Eu creio. Eu ouso pensar diferente.


E ademais, eu nunca mais serei o mesmo.


//

4 de mai. de 2009

A-tlé-ticoooo

Descobri que existem muitas coisas mais úteis na vida do que futebol. Não fico mais ansioso em frente à Tv, nem discutindo com os amigos. Acho ridículo o fato de todos os meus amigos e parentes torcerem pra times de outros Estados, principalmete de São Paulo. Acho ridículo o que a mídia faz com o futebol paranaense, em detrimento dos grandes paulistas e cariocas.

Vai ver que esse amargor todo vem de tanta frustração... já fui corinthiano, mas logo que descobri o quão idiota isso soava, segundo meus próprios princípios. Larguei mão dessa bobeira... e torcer pra time do Paraná é mó canseira... me identifico muito com o Atlético, mas as decepções são tantas, que acabei perdendo o gosto pelo futebol.. e, como disse, descobri que existem 1001 coisas mais úteis na vida do que sofrer por futebol..


Apesar de tudo, acho que lá no fundo, bem lá no fundinho mesmo, meu coração ainda é um pouco atleticano.. senão não ficaria assim feliz, sempre que ele consegue alguma coisa. é, mas nada de fanatismo. Só pra dizer que simpatizo com alguém (o que é verdade!)

Furacão, êô!!

Vagalumes

Ontem olhei pela janela do quarto e vi que a rua estava vazia
Já era 10 hs da noite
Tinha chovido muito durante a tarde, e tinha dado uma parada.
Saí lá fora e vi o quanto a rua estava deserta,
e aquela cena me trouxa memórias do passado.
Que momento saudosista!!
Olhei o asfalto molhado, a grama molhada
Senti o vento gelado tocar meu rosto
E não vi nem ouvi ninguém..

Às vezes me pego nessa situação...
eu, as lembranças, a escuridão e ninguém..
E o pior é que eu gosto de ficar ali, parado, lembrando não sei no quê
Talvez pensando nessa ciranda que é a vida
Talvez me consumindo por dentro, ao me lembrar de tempos bons

Isso me traz uma certa satisfação, um certo prazer
Uma certa saudade.
O choro de criança, ao longe, me fez lembrar que não estava sozinho
e que havia vida ali, em algum lugar
O barulho estranho, mas quase imperceptível de uma sirene, ou então de algum animal, sei lá, me deixava incabulado... até agora não sei o que era aquele som.. só sei que o lugar não estava deserto.

Após instantes contemplando a grandeza daquele nada
entrei e fechei o portão
então vi as gotas de chuva penduradas nas grades do portão
e me lembrei de quando pensava que aquilo, visto ao longe, podiam ser vagalumes. Vagalumes!!
Afinal, brilhavam como se fosse um!!
Mas um dia descobri que não eram vagalumes.. eram só as gotas da chuva, sacudidas pelo ventos, refletindo a luz do poste..
...

Dei alguns passos e ouvi uma coruja
e então me lembrei de quando íamos brincar naquele parque, onde havia uma casa de coruja!!
A gente brinacava nos parquinhos, na grama e, quando podia, entrávamos nas margens do lago..
Boas memórias, tempo de criança..

Quando estava quase fazendo a curva pra entrar em casa, olhei novamente para o portão
E vi, ao longe, aquele brilho... vagalumes!!
Será? podia ser só as gotas de chova penduradas no portão..
Mas pareciam tão reais...
E quem garante que não eram realmente vagalumes??
Ah, Maio!
Esse mês tão contrastante em si mesmo...
Não faz frio, nem faz calor.
Na verdade, de manhã você não consegue sair sem blusa (não sem o risco de pegar um a gripe ou dor de garganta);
Mas logo que o sol sobe já está quente, daí você tem que tirar a blusa, afinal não está frio...
e então vem a noite, e o calor vai embora... daí você tem que por a blusa de novo, porque está frio! Veja!
Não que eu goste disso, muito pelo contrário, isso sempre me deixou "de cara"..

Mas, sei lá... ah, maio!
O que me encanta é esse climazinho fresco do meio do dia, nem inverno, nem verão
O que me encanta é a luz do sol macia sobre a calçada
essa luz branquinha, das 10 ou 11 horas da manhã
Típica de maio!
Ela me lembra que é tempo de Exposição na cidade
me lembra aquele tempo em que subíamos na árvore pra ver a roda-gigante da Expoingá
Lembra?
Eu lembro... e ficávamos lá... olhando e tentando adivinhar o que era, se realmente era a roda-gigante,
e contávamos os dias e as horas pra irmos lá nos divertir..

ah, maio...

28 de abr. de 2009

O fim de semana passou que eu nem vi. Sexta-feira á noite estávamos lá sentados na grama, ao lado do RU... e agora já é terça. Muita correria: finalmente o telhado da edícula lá de casa está quase pronto, e logo vou ter meu próprio quarto (YEEEEESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS). Legal, quem não dá a cara a tapa não consegue as coisas de maneira fácil. Pois bem, trabalhei um pouco no fim de semana, e isso tomou parte do meu tempo. Ademais, as atividades da Igreja também tiveram espaço na agenda, com destaque à nossa Célula, sábado a tarde, agora intitulada "Nova Geração", de acordo com o determinado na Assembléia Deliberativa CONSTITUTIVA. Fora isso tudo, minha tarefa foi mesmo estudar...

Finalmente fui apresentado para esse até então estranho chamado Direito Comercial. Prazer. Isso que dá não estudar durante o bimestre, depois é só se ferrar, estudando dia e noite, inclusive pedindo abono de serviço na segunda. Assim, meu fim de semana passou num piscar de olhos, inclusive a segunda-feira. Fora um pequeno tempo de trabalho de manhã, e uma visita ao médico, o resto do dia foi só estudando. NADA de INTERNET. Estou decidido. Esse vício não vai atrapalhar mais minha vida. Nada de deixar de estudar pra ficar online, mexendo nesses blogs: sinto muito. Ontem e hoje foi difícil resistir, e ontem ainda houve uma escapadinha, mas não o suficiente pra estragar o dia. Hoje, aguentei até agora, no intervalo de aulas da faculdade. Se não tomar uma decisão de ter horários rígidos e disciplina, não vai dar nada certo, só vou me matar á toa. E depois fico me martirizando, dia após dia pelo tempo perdido..

A regra é: disciplina. Estou decidido. Ah, aprova estava muito extensa e densa, mais complicada que esperávamos. Mas acho que dá pra ficar acima da média. só mais uma curiosidade: hoje o coordenador do Mudi perguntou meu nome pela primeira vez!! E até falou em me colocar como monitor, guiando as pessoas na falta deles... que brincalhão!

19 de mar. de 2009

goma de mascar?

Hoje foi a primeira vez que um grupo de pessoas mais velhas vieram ao MUDI, desde que comecei a trabalhar (poucoas semanas). São jovens e adultos que fazem Supletivo. Foi também a primeira vez que encontrei um chiclete no chão.

6 de mar. de 2009

Verificação Comportamental

Há um mês trabalhando como zelador no MUDI (Museu Dinâmico Interdisciplinar), da Universidade Estadual de Maringá, pude perceber as diferentes posturas das pessoas quanto às pessoas nesse cargo (e em outros semelhantes, considerados, mesmo que tacitamente, como cargos inferiores aos demais). Pude notar quatro comportamentos diferentes, no exercício das atividades de um profissional da limpeza:

1) Tem aquelas pessoas que te dizem "bom dia", sorriem e conversam com você.

2) Tem aquelas pessoas que simplesmente olham no seu rosto e dizem "bom dia", sem mais delongas.

3) Tem aquelas que dizem "bom dia" mas nem olham na sua cara.

4) E tem aquelas que nem olham na sua cara, nem dizem "bom dia", nem nada. Como se você não existisse. Neese grupo, abro duas vertentes:

...4.1) Com o tempo, a pessoa se acostuma com sua presença diária e passa a te tratar como pessoa (não mais mero objeto de decoração).

...4.2) Mesmo com o tempo, ela continua indiferente a você.

Realmente, as pessoas são muito diferentes entre si. Criação diferente, valores diferentes. A humildade é a base de tudo, esse é o valor que eu tenho aprendido. Esse é o valor que as circunstâncias e algumas pessoas têm me ensinado.

*****************
Anteontem a Polícia Florestal trouxe para o MUDI uma onça parda (morta). Quando vi levei um susto... pensei: nossa, um puma!! Parece muito com um.... ela foi atropelada na região de Colorado-PR, não muito longe de Maringá, e trazida pra cá para ser empalhada... até coloquei a mão no corpo dela... tava gelado!!! (é claro que estava!!) Um animal muito belo, pena que não temos reservas florestais o suficiente na região para que eles possam viver em segurança e em seu habitat natural (sem ter que ficar destruindo criações de coelhos e cabras...). É lastimável o número de animais que morrem nas estradas brasileiras... é lastimável a falta de uma estrutura bacana, que ofereça condições naturais dignas para os ecossistemas subsistirem... o homem gosta de tudo girando em torno do seu umbigo...

Dentro de alguns dias estará empalhada, quem sabe eu consiga uma foto pra postar aqui. Será um dos mais belos integrantes do MUDI.

20 de jan. de 2009

Vamo aplaudir!!

Nada como a sabedoria presente na natureza. E se não existisse o instinto?

Talvez não existisse mais natureza, somente o homem tentando se virar num espaço amorfo, num espaço sem vida....

Somente o homem e seu ego cinzento...


...

22 de dez. de 2008

Base Científica para o "poder" da Juventude

Essa semana li na Superinteressante estudos sobre o desempenho dos mais experientes e dos nenos experientes, em várias profissões. Adivinha... só veio comprovar aquilo que andamos debatendo dia 20/11: os jovens são bons, e muitas vezes melhores.

Estudos realizados na Inglaterra e nos EUA, em Universidades como a da Flórida e da Pensilvânia, comprovaram que em muitas missões os mais novos são mais eficientes que os mais velhos. PQ?? Talvez porque a arrogância de já ter experiência em determinada área acaba por levar os profissionais mais experientes a serem negligentes quanto a diversos aspectos da circunstância. Pensam que são bons o suficientes, e acabam não se prevenindo quanto a situações novas e emergenciais.

Os testes foram realizados, por exemplo, com motoristas ingleses (q perderam em atenção para os novos na boléia) e com enfermeiras americanas, submetidas a uma situação simulada em que um robô era o paciente (a título de curiosidade, o robô morreu com as duas equipes, a veterana e a novata, porém as novatas foram mais diligentes e o ser mecânico durou mais tempo "vivo").

A principal causa que deu a vitória dos novatos sobre os veteranos, apesar da falta de experiência, foi a curiosidade para com situações novas, e a flexibilidade para se adaptar a elas. A falta de prepotência foi decisiva.


uRRRRuuuuuuuuuu, nossa tese agora tem uma base científica!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
))))