Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens

28 de abr. de 2015

E mais uma vez o dia foi salvo, graças... a quem?

Hoje foi um dia atípico.


Na hora do almoço, enquanto eu atendia sozinho ao público no meu trabalho, eis que um senhor se irou contra mim. Eu apenas lhe fiz algumas perguntas habituais e pedi seu documento de identificação para poder dar prosseguimento no atendimento. Essa é a forma de proceder, esse é o protocolo. Mas ele tava sem os documentos e se irritou. Se levantou de sua cadeira e subiu o tom de voz. "Não precisa fazer nada não. Eu vou voltar outra hora. Não tá querendo trabalhar? Tá com preguiça de trabalhar? Não tá querendo fazer nada?? PREGUIÇA! Esse cara tá com preguiça e não quer me atender direito!"

Pude ouvir estático suas rudes palavras ao passo em que ele ia deixando o lugar irritado. Ele já estava pro lado de fora da agência e eu ainda ouvia ele me ofendendo em alto e bom som.

Certamente aquele senhor já entrou ali irritado com alguma coisa e aproveitou para descontar toda sua raiva em mim, Talvez já tenha se frustrado muito com a instituição e viu ali a oportunidade de escancarar sua indignação.

Olha, eu não entendi muito bem o que aconteceu. Foi rápido e desproporcional.

Eu sempre procuro atender a todas as pessoas com dedicação e urbanidade. Com respeito e atenção, como se fosse um familiar meu. É dever de um servidor público. E modéstia à parte, eu me esforço muito pra me manter sempre nesse ritmo de cordialidade. Inclusive na semana passada um amigo da instituição e eu debatemos muito sobre isso. Claro que há dias em que não é fácil se manter prestativo e sorridente, mas agir dentro dos padrões mínimos de ética e presteza é o que se espera daquele que é remunerado para servir ao cidadão.

Só sei que eu fiquei muito mal com isso. Fui almoçar totalmente desolado. Não sabia como lidar com aquilo, pois nem soube como reagir. As poucas palavras que consegui exprimir não poderiam expressar o que eu realmente queria dizer.

Em um grupo de amigos no Whatsapp eu desabafei sobre o ocorrido. Entre as palavras de consolo, uma amiga me enviou o texto bíblico que me acalmou e me trouxe algum alento:


E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos;
E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.


Voltei ao trabalho e, apesar das palavras, eu ficava pensando no ocorrido. Voltei à minha mesa e revivi aquilo. Eu sabia que precisava encarar a situação, deixar aquele sentimento ir. Mas eu não sabia exatamente como lidar com aquela carga negativa. O sentimento de injustiça tentava me puxar pra baixo. Uma mistura de revolta contida, com raiva. Questionando o porquê.

Eu ouvi essa semana algo sobre a raiva. O sentimento de  raiva nada mais é que uma forma de esconder ou disfarçar um sentimento ainda maior, que é a tristeza. Acho que é tipo uma reação natural do ser humano. Infelizmente, é a única forma como você consegue reagir em determinadas situações, embora saiba que não deve ser assim. 

Após o expediente, no final da tarde, eu saí do trabalho e decidi passar num mercado para comprar um fio dental. Meu fio dental havia acabado, e era de fundamental importância que eu fosse comprar fio dental. (rs)



Ok, eu nunca vou ao mercado após o trabalho. Ainda mais para comprar um fio dental.

Aliás, eu quase nunca vou ao mercado que eu fui hoje. Frequento outros.

Mas o fato é que hoje eu fui àquele mercado, e comprei o fio dental. Aproveitei e peguei um pão. Em certo momento percebi naquele mercado uma mulher que me olhava. Ela era funcionário do local.  Eu mudei de corredor mas ela mudou também, e apareceu na minha frente por uma fresta entre os corredores. 

Ela começou a falar comigo sobre seu processo de aposentadoria. Seus olhos azuis me fitavam como se fossemos velhos conhecidos. Eu tentei me esquivar, mas ela não permitiu. Após um pouco de esforço, eu consegui me lembrar dela, que esteve no meu trabalho há poucas semanas. São muitas pessoas diariamente, e é difícil gravar na memória. 

Eu não queria tratar de trabalho ali. Ainda mais num dia desses. Foi a primeira vez nessa cidade que fui abordado na rua, ou fora do trabalho, por causa do trabalho. Geralmente passo desapercebido aqui. E o mais irônico é que eu tinha refletido sobre isso na semana passada, também. Sobre esse quase anonimato que nunca ocorre em cidades pequenas.

Pois ela me reconheceu. E inesperadamente começou a me elogiar. E a elogiar meu trabalho, e dizer que eu era muito atencioso. E a dizer que estava nervosa e com receio quando foi lá na agência, e com medo de ser maltratada. Mas que meu atendimento fez a diferença, e que inclusive ela havia comentado isso com seu advogado. Nesse momento eu não resisti e desabafei: "Jura?? Porque hoje mesmo eu fui xingado e maltratado naquele lugar, e já nem sei mais.." Ao que ela respondeu: "Não liga pra isso! Deus é contigo. Estou rezando por você, vai dar tudo certo".

Esse foi o ponto alto do meu dia. Eu sinceramente não esperava por mais nada hoje. Estava ali lidando com minha dor, aquele sentimento de injustiça, de rejeição, e até mesmo de inferioridade, quando uma pessoa surge entre as prateleiras de um mercado (que eu não frequento) e me diz coisas lindas, sobre quem eu realmente sou. E me faz ver que sim, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam.  E eu pude ver um sentido em tudo aquilo. E que Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!

Eu pude ver nisso tudo o carinho e o cuidado de Deus por aqueles que o temem. Me senti intensamente abraçado, amado. Me emocionei e isso tudo foi real. Tão real como se eu pudesse tocar! É o amor de Deus!

Eu sai de lá como se o dia houvesse começado de novo. Agora tudo voltara a fazer sentido. 

Dei umas voltas de carro, e inacreditavelmente voltei a cruzar com aquela senhora, algumas quadras longe do mercado. Ela não me viu, mas eu a vi e sim, percebi a confirmação de que aquele abraço era o abraço do próprio Deus. Não se tratava daquela homem, nem daquela senhora, nem daquele mercado. Era uma mensagem muito maior que tudo e todos!

Refaço minha afirmação do início. Não foi um dia atípico. Foi um dia típico. Porque todos os dias Ele nos guarda, nos protege e nos mantém em sua graça. Tipicamente, seu Amor. 

A questão é que nós é que levamos muito tempo para perceber isso. Ou precisamos de uma situação inusitada como essa para se dar conta. Mas Ele está sempre aqui, nos guardando, nos mantendo vivos. No controle. Sempre, todos os dias!


E mais uma vez o dia foi salvo, 
graças Àquele que trabalha sempre em nosso favor. 

Eu sou grato :)

8 de mar. de 2015

Não se esqueça, vó.. pois jamais me esquecerei


Eu queria saber como começar algo assim, mas é bem difícil. 

Eu poderia iniciar pelo hoje, e fazer uma digressão temporal, voltando no tempo data a data, até chegarmos a um princípio. Ou poderia começar lá por 1988, quando a senhora foi pega de surpresa com a notícia da chegada do primeiro neto. Eu adoraria saber como a senhora reagiu à ideia de ser avó, logo a senhora, Dona Irene, sempre tão vaidosa e inimiga dos sinais do envelhecimento.

Mas ser tão racional assim é tarefa um tanto árdua neste momento. Eu prefiro me entregar à emoção. Eu prefiro deixar que as lembranças surjam pouco a pouco na minha mente, nesse embalo de múltiplos sentimentos que explodem no meu peito, no meu âmago, na minha essência.

Cada neto teve suas histórias, e as minhas, sem dúvidas, foram muito especiais...


Sempre fomos muito próximos. Me lembro que por um bom tempo na minha infância eu dormia com a senhora, naquela cama larga e gostosa, com cheirinho de vovó. 

Sua casa também era minha casa.

E quantas e quantas vezes assistíamos ao Silvio Santos nos domingos à noite! Em nome do Amor, Topa Tudo Por Dinheiro, e o seu preferido: Programa Tentação. "Aonde a vaca vai, o boi vai atrás, aonde a vaca vai, o boi vai atrás.." E tinha a música de abertura de O Cravo e a Rosa. Chocolate com Pimenta, Malhação, e tantas mais que víamos juntos..

E recordo perfeitamente o dia em que a senhora me disse que eu já estava grande demais pra continuar dormindo lá na sua cama. Confesso que não gostei muito. 

Fui então transferido para aquele colchão de solteiro que a senhora cuidadosamente arrumava ao pé da sua cama, uma caminha gostosa, naquele chão de tacos; colchão aquele encabeçado pela sua antiga máquina de costura. Sabe, eu adorava brincar no vai-e-vem daqueles pedais. E assim foi por anos..

Ao acordar de manhã para ir à escola, aquele leite com chocolate na caneca vermelha. E as bolachinhas de maizena que ficavam na lata. No armário.

E o pão-de-ló que eu tanto amava. E o pudim. A calabresa feita na frigideira. Os nuggets de frango no entardece do horário de verão, enquanto eu jogava bets na rua. E a polenta com carne moída naquela travessa de vidro. O feijão com um caldo bem ralinho por cima...

E todas as vezes que pedia minha ajuda para cilindrar o pão. Ou para fazer aquelas bolachinhas que eu tanto e tanto e tanto amava!

E quando me dava uma nota de dois reais e me dizia que era pra comprar alguma coisa diferente, que eu tinha vontade de comer. Eu nunca disse antes, mas isso me quebrava inteiro por dentro..

Ou então quando eu ia de bicicleta na casa da mulherada fazer cobrança das lingeries que a senhora vendia. Às vezes eu ganhava um trocado e virava a criança mais feliz do mundo!

O barulho de seu carrinho de feira nas quartas de manhã em direção à rua Caracas. O pastel da feira.

Aqueles pedacinhos carinhosamente cortados de mamão e melão que a senhora levou pra mim num saquinho, lá na Feira de Ciências do colégio Pioli, enquanto eu cuidava da exposição.

E quando me levou para ver a Catedral de Maringá enfeitada para o Natal, e eu tive aquela dor de barriga horrível e fui usar o banheiro público da praça. A senhora ficou preocupada, mas foi engraçado.

E a senhora cantarolando "Tomara que chova três dias sem parar, Tomara que chova três dias sem parar" após períodos longos sem chuva..

Lembra de suas orientações financeiras sobre como eu deveria ficar com apenas 10 ou 20% do meu futuro salário, e dar o restante para os pais? rsrs 

E todas as vezes que me pedia para não ir embora, pois já estava muito tarde, estava à noite e era perigoso andar sozinho por aí. E que no outro dia teria que voltar mesmo, então já fica e dorme e pronto.

E aquele natal na casa da tia, quando o papai noel me deu uma caixa de bombom,e eu achei incrível, pois nunca antes na vida tive uma caixa de bombom só pra mim! Mas eu abri e não tinha bombom. Tinha uma linda camiseta azul que a senhora comprou. Eu fiquei triste mesmo assim porque queria o bombom, ta. Me desculpa rs 

E era incrível a nossa química no amigo secreto em família! Quantas e quantas vezes eu tirei a senhora... aqueles vasos, enfeites e mimos que a senhora tanto gostava!

E todas as vezes que, eu já morando bem longe, a senhora reclamava: o Weslley não vai vir aqui esse fim de semana? Cade ele?... Eu fiz o bolo que ele gosta. Por que você não veio ontem? Mas já vai embora?? Senta aí, tá muito cedo ainda.

Eu não vou ter do que reclamar. Só agradecer. Eu só queria que a senhora fosse muito feliz, sempre. 

Te ver sofrer me fez sofrer e por isso prefiro lembrar de tudo de lindo que vivemos. 

Hoje sua mão já não pode mais apertar a minha, como no domingo passado naquele hospital.  Já não posso afanar seus cabelos finos e castanhos. Já não tenho seus beijos molhados e seu "Deus te acompanhe". Ainda não concebi a ideia de que tudo isso está realmente acontecendo. Mas tudo espero que a senhora não se esqueça de nossa última conversa, naquela triste sexta, quando a senhora já não podia pronunciar uma palavra sequer, todavia me acompanhava com seus lindos olhos esverdeados  e seu coração quebrantado: a gente ainda vai se encontrar, e se abraçar, e rir muito juntos. Não se esqueça, Dona Irene, porque eu não vou me esquecer.

Até lá, vai ficar um espaço aqui, um vazio que ninguém nem nada poderá preencher. Esse espaço te pertence. Ele é só teu, minha linda. Minha segunda mãe. Senhora de meus fins de semana, dos almoços de domingo, e de toda minha vida. Eu te amo, vou te amar hoje e pra sempre. 



Já com saudades imensuráveis, 
seu neto Weslley.








6 de out. de 2013

Skillet no Brasil, 2013!

Sexta, 04 de outubro de 2013. Essa foi a data da primeira apresentação do Skillet em SP, na primeira vinda da banda ao Brasil. O Show ocorreu britânicamente às 20hs no Carioca Club, que ficou lotada com os fãs e admiradores de um bom rock gospel.

Na moral, foi um dos melhores shows que já fui (senão o melhor), embora acho que deveria ter durado mais (uma hora e meia de show) huahauhauha.

Já espero pelo retorno, e fica a campanha #SkilletinBrazil2014

http://www.youtube.com/watch?v=gS9AugHWOsA






15 de abr. de 2012

AcampaREX 2012 - MOVIMENTE-SE


Realizado nos dias 06, 07 e 08 de abril de 2012, na Chácara Álamos, em Maringá.







Deu muito trabalho. Nesse tipo de evento há de se pensar em tudo: alimentação, preletores, gincana, decoração... cada detalhe foi pensado e estudado. Ainda bem que nossa equipe é ótima e, apesar de não ser grande, trabalha de forma conjunta, assim não ficou tudo na responsabilidade de uma só pessoa.

Apesar do trabalho, foi intensamente gratificante. Muito feliz!!! Eu ia descrever tudo que rolou: ministrações, brincadeiras, luau... mas o vídeo e as fotos falam por si só! Foi épico, marcante. Deus é bom. Sem mais.

Abs

22 de mar. de 2012

Cabelos Brancos

Uma pequena menina, sentada perto de sua mãe na cozinha, observava-a lavando a louça do almoço. De repente, percebendo vários fios brancos entre os cabelos negros da mãe, perguntou: "Mamãe, por que alguns de seus cabelos são brancos?" A resposta da mãe foi: "Bem, toda vez que você faz alguma coisa errada e eu fico infeliz, um de meus cabelos fica branco". A pequena menina pensou um pouco a respeito da resposta da mãe e fez nova pergunta: "Mamãe, como foi que todos os cabelos da vovó se tornaram brancos?"
 
 



Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. (Mt 7.1,2)

9 de mar. de 2012

La Vida Loka: OAB, Monografia e Concurso Público

Pensei em começar assim: Nesta segunda-feira, finalmente, depois de anos de estudos, me tornei oficialmente advogado, e passei num concurso público federal. Tudo no mesmo dia.

Mas soa meio prepotente. E de fato é. Bom, vou tentar explicar tintim por tintim.

Passei os últimos dias ouvindo as palavras "Parabéns" e "você merece". Mereço mesmo? O que é merecer, ou aliás, o que é ser digno de merecimento? Bom, esse é um papo bem mais profundo, e não é o momento pra ele. Vamos aos fatos!

OAB

Exame da Ordem, o bicho de sete cabeças. Pelo menos é assim que os bacharéis em Direito, e toda a sociedade, o veem. Não sei se é realmente tudo isso. Bom, falar isso depois que se obtém a aprovação é fácil né ¬¬...

Tudo começou lá no meio do ano passado. Salvo engano, em junho ou julho. Alguns amigos haviam sido aprovados no primeiro Exame do ano, mesmo a gente estando ainda no quinto ano da graduação. E, como é sabido, quando uns passam, cresce a pressão e a expectativa sobre os demais: agora é a vez de vocês! Pois bem, foi assim que fiz minha inscrição para o meu primeiro Exame. Sacrifiquei minhas férias de julho, estudando para a prova, indo praticamente todos os dias até a biblioteca da UEM, lendo livros e acompanhando aulas online e apostilas. Sim, eu me esforcei. Talvez não tenha sido o suficiente, pois o dia da prova chegou e ... plaft. Tava difícil pra caramba, e eu reprovei. Aliás, achei aquela prova absurdamente sobre-humana. Se era mesmo, não sei.

Passada a frustração, me inscrevi pro próximo exame. Tinha que me conformar com a ideia de que eu não era tão bom, não era Nerd, e não, eu não tinha passado no primeiro Exame, como muitos diziam que ia acontecer.




Para o Exame seguinte, estudei muito, estudei mais. Um mês no intensivão, estudando sozinho, através de apostilas e cadernos, tentando reverter o quadro de derrota daquela primeira prova. E dessa vez deu certo. Funcionou!!! Reconheço que o grau de dificuldade dessa prova estava menor que o daquela outra, mas mesmo assim, eu estava mais preparado nessa. Contar as questões e saber que eu tinha ido além das 40 necessárias foi algo incrível, uma alegria indizível!

Fui então pra segunda fase. A temida segunda fase!! Havia escolhido Penal, a despeito da maioria de meus amigos, que preferiram Civil, Trabalho e Constitucional, e me acharam um insano, ou, no mínimo, corajoso, por me arriscar numa matéria na qual não tínhamos muita afinidade. Mas eu gostava de penal, pois lidava com isso diariamente no meu estágio no MPF, e era isso que importava. Poderia estudar Penal por semanas... era apaixonante.

Fiz então minha matrícula num cursinho jurídico, direcionado para a minha prova específica. E lá se foi mais um mês: estágio de manhã, cursinho à tarde, e faculdade à noite. Aulas de segunda a segunda, com simulados na Ejufe nos domingos. Foi um ritmo loucamente frenético. Exaustivo. Ah, claro, sem falar das provas da faculdade (era o último bimestre do quinto ano!) e da bendita da Monografia, a qual seria apresentada na mesma semana da prova final da OAB. Isso foi cruel!!!

Mas sobrevivi. Achei, muitas vezes, que minhas forças iriam embora. Teve dias que quis gritar. Teve dias que cai e me machuquei, literalmente rsrs. Teve dias que quis sumir, e outros que tirei pra descansar. Alguns amigos e familiares me ajudaram neste momento. Era tudo de uma só vez!!! Era um fardo pesado demais! Mas Deus é fiel, e não desamparo os filhos Seus... Graças a Deus.

Chegou a esperada semana da morte. Até escrevi no facebook assim: "Defesa de monografia (na 4ª) e prova de segunda fase da OAB (no domingo) na mesma semana, é só pra guerreiros!" kkk Alguns escreveram: "Força, vc vai conseguir", outros "Faca na Caveira, Weslley!!!". ahahah

Incrível a capacidade das pessoas de acreditarem mais em nós do que nós próprios, né? Isso tem me afligido há algum tempo. E foi pensando nisso que decidi parar de desacreditar em mim. Antes, decidi acreditar que sim, eu sou capaz, estou plenamente capacitado para os desafios que se apresentam diante de mim. E não quero que entendam isso como prepotência ou arrogância. Cada coisa a seu tempo. De tanto falarem que eu iria conseguir, acabei acreditando, e lutando unicamente com esse objetivo: VENCER.

Monografia

E foi assim. Chegou a quarta-feira. Dia da defesa da monografia. Eu não queria estar nervoso, eu queria acreditar que tudo ia dar certo. Queria deixar que os outros ficassem nervosos por mim, eu apenas queria estar em paz. Fui tentando relaxar, me esquecendo da responsabilidade e, assim, atropelando as horas. Quando me dei conta, naquela manhã, em torno das 8h30, já era a minha vez.

As horas apresentando pra mim mesmo, na noite anterior, tinham me deixado sem voz, porém confiante. Graças a Deus, durante a noite, minha voz foi restabelecida, e tudo estava ok naquela linda manhã de quarta-feira. O sol, o céu azul, meus amigos, e a minha apresentação. Deixei de lado todo temor, e levei meu relógio de mesa pra contar as horas, levei uma caneca de água pra hidratar as cordas vocais durante o discurso, e liguei o notebook. Distribuir um roteiro do tema foi muito importante (Educação ambiental: um estudo com ênfase no projeto de extensão "Os direitos de cidadania e o meio ambiente").

Bom, sendo breve, foi lindo. Distribui papéis, falei efusiva e tempestivamente, e rabisquei todo o quadro. Saiu tudo como eu esperava, e explodi de alegria ao receber nota 10,0, com indicação pra artigo científico. QUE MARAVILHA!!!


Vencida esta batalha, era hora de focar a prova que faria em 4 dias. Revisar, reestudar, aprofundar. Era muita coisa, não era fácil.

OAB: Final Fight

Mas maior é O que está em nós, do que o que está no mundo. Deus dá graça, sempre. O esperado domingo chegou, e com ele a prova 'mortal'. Após um belo e farto almoço em família, segui para o Colégio Regina Mundi, e esperava do fundo do meu coração que fosse a última que tivesse que ir até lá. A prova começa, folheio o caderno de questões, e abro um enorme sorriso ao perceber que eu sabia boa parte das respostas. Ou pelo menos o caminho para resolvê-las. Mas e a peça?? Essa gerou um pouco de dúvida, pois havia um dado errado e, com um pouco menos de destreza, o candidato poderia por tudo a perder. Mas esse não foi o meu caso. Eu percebi o tal erro, e agi como se ele não existisse. Digo, pressenti que aquilo tava errado, e fiz o que achava que eles queriam que eu fizesse... até aqui ficou confuso rsrs. O problema maior era identificar a peça, pois já havia caído Apelação no Exame anterior, e não me parecia lógico que caísse Apelação de novo. Mas caiu. E o que eu fiz?? Eu acertei! Hehehe Fui de apelação, e deu certo. Olhando bem o problema, não tinha muito como ser outra coisa.

Rolou aquela tensão pós-prova. Os comentários na saída. Mas eu estava até que tranquilo; mais confiante fiquei quando outros colegas de Penal disseram também ter feito Apelação.


Os dias se passaram, e um gabarito extraoficial manteve minhas expectativas de aprovação. Passei todo o mês de dezembro [2011] descansando, afinal a monografia, o final da graduação e a OAB haviam tirado minha tranquilidade naqueles últimos meses. Sério, fomos ao limite. O Natal foi lindo, e a alegria maior veio no dia 26, com o resultado do Exame: após muito F5 na página, pela tarde consegui acessar meu resultado: APROVADO!


Haha, APROVADO! Cara, que sensação maravilhosa! Hei, você passou na OAB!! Quase que automaticamente, divulguei a novidade pelas redes sociais [a praga nossa desses dias] e pelo celular. Inúmeros foram os depoimentos emocionados de amigos, que choraram pela minha conquista! Em casa eu vibrei com minha mão, não foi nenhuma grande festa, mas o suficiente pra nos alegrarmos.

Finalmente, eu tinha algo palpável para meu futuro!



Sim, porque no final da graduação bateu aquela crise: putz, o que farei depois de formado?? Afinal, até então, eu não tinha um emprego, não tinha passado em nenhum concurso, e não poderia advogar, pois ainda não estava habilitado. O que faria eu da vida, mero bacharel em Direito? Sim, foram duros os dias em que fiquei nessa crise... ainda bem que Deus sempre esteve ao meu lado, me ensinando a confiar nEle, a literalmente descansar e saber que Ele é quem sabe de nosso futuro.

Concurso do INSS
Eis que se iniciou o ano de 2012, e tive um uma proposta de trabalho. Todavia, teria que esperar meu processo documental de habilitação junto à OAB ficar pronto, e isso poderia demorar. Nesse entretempo, o INSS abriu concurso público - diga-se de passagem, o concurso mais aguardado e concorrido de todos os tempos da última semana! Até por isso titubeei se faria ou não... valeria a pena? Todo mundo só falava nesse concurso, era incrível..

Mas decidi fazer, até porque a inscrição era razoavelmente barata, e eu não tinha muito a perder. Ademais, o conteúdo do edital não era tão amplo, e vi em tudo isso a possibilidade de ser aprovado, mesmo com muita gente concorrendo e já estudando há muito tempo. Que linda decisão!

Resumindo: estudei todo o mês de janeiro e o início de fevereiro, muitas vezes num ritmo frenético - manhã, tarde e noite - para vencer o conteúdo. Estudei por livros que um amigo emprestou pra mim na BCE, por materiais que amigos me mandaram via e-mail, e por outros que eu já tinha, da faculdade. 

Eu sabia que, com disciplina e frieza, dava pra vencer o conteúdo. E fui estudando, sem muito comentar...

Um golpe quase que fatal eu levei quando saiu a relação de concorrência por APS: Loanda, minha escolhida - até porque pensei que fosse ser menor que a de Maringá - estava com 2548 candidatos, pra 4 vagas! Isso dá mas de 625 por 1!!! OMG!!

Sim, isso desanimou. Mas não me deixei abalar. Nem dava né, já estava estudando fazia semanas, e decidi ir até o fim. Pensei que, por mais que tivesse concorrência, o que eu tinha que fazer era dar o meu melhor, superar a mim mesmo, e estudar visando gabaritar a prova.

No dia da avaliação, olhei para aquele mundo de gente. Muitos tinham apenas o ensino médio, alguns também o superior. Boa parte se inscreveu porque o salário era atrativo, mas nem estudou nada. Pensei: quer saber, vocês podem ficar ansiosos por mim. Vou relaxar, e fazer o meu melhor.

E foi o que fiz. Boa parte dos candidatos saiu da sala com 2h de prova; eu achei as 3h muito poucas!! Não achei tão difícil assim... e cara, o Espírito Santo me ajudou muito, a lembrar tudo aquilo que eu tinha aprendido [e essa era a minha oração].

Saí de lá meio que rindo, confiante. Pensei ter ido bem, mas não dava pra saber como tinham ido meus concorrentes.

Terminado essa fase de estudos pro INSS - uma média de 40 dias -, agora eu não tinha muito o que fazer... somente esperar o deferimento da OAB, e o resultado do concurso. E o jeito foi curtir as férias da vida que eu dei a mim mesmo!

Descansar, relaxar, dormir, curtir... Nunca fiquei tanto tempo no ócio!! Quase um mês sa inatividade!!! Até me acostumei a levantar ao meio-dia... ah, mas isso não vem ao caso.

Bom, finalmente chegamos na presente semana.

Meu pedido na OAB foi deferido, e minha Cerimônia de Compromisso marcado pro dia 05/03, às 11hs. Eu já tinha uma extração de dente do juízo marcado nesse horário, tive que desmarcar. Não bastaa isso, o resultado do INSS também estava marcado para esse dia, pela tarde.


Bom, o cerimonial na OAB foi tranquilo. Celebração rápida de 1h, autoridades falando, e o tal do juramento dos advogados. Pronto. Finalmente eu era um ADVOGADO, agora apto a a profissão, sem nenhum tipo de impedimento!! Demorou, foi difícil e burocrático, mas deu tudo certo no final!!



Grande vitória alcançada, fui pra casa e tirei o terno, já pensando no resultado do concurso. Demorou. Apreensão. Angústia essa que consegui disfarçar vendo seriados na Internet e, como no dia da prova, deixei para que os outros sentissem em meu lugar.

Lá pelas 16hs, eis que publicam o bendito! Acessei, vi meus dados, e as questões acertadas. vi assim, bem discreto lá embaixo: "Classificação: 3". Será que eu era o terceiro??? *___* Já comecei a ficar emocionado, coração batia forte e acelerado... fui abrir a lista de aprovados pra ver a classificação geral... meu Deus! Eu realemente era o terceiro! E era quatro vagas!! Eu tava dentro!!!!


HAHAHAH

Fui na janela e gritei: "Mãe!!! Eu passei!!!"

A voz trêmula e emocionada dela pedia pra que aquilo fosse realmente verdade e, abraçados no meu quarto, vimos na tela do notebook que aquilo não era um sonho. EU FUI APROVADO!!!

Foi assim que, por incrível que pareça, eu me tornei oficialmente Advogado e Servidor Público Federal [ainda a ser nomeado e a tomar posse], num mesmo dia.

E foi assim que toda aquela apreensão de seis meses atrás foi convertida em alegria e esperança. Que alegria mais palpável!!! Obrigado Deus, por tudo isso!

Na verdade, sei que não foi tudo num dia só, nem mero acaso. Foram anos de estudo, dedicação e confiança em Deus, sabendo que ele jamais me desampararia, e sempre teria o melhor pra minha vida, de acordo com a vontade dEle.

Sou grato a Ele. E à minha família, amigos e colegas de trabalho e estudo. Se você está desesperado, sem visão, sem perspectiva... não desista! Creia! Vá à luta! Ainda que tudo diga que NÃO, se você acreditar, ainda existe a possibilidade do SIM!

Bola pra frente, pois Deus é Fiel.



*Escrevi pra caramba, mas é a minha vida, não dá pra ser diferente :)

16 de fev. de 2012

O VAZIO nosso de cada dia.

Às vezes vejo umas coisas e fico me perguntando: putz, o que a maioria de nós tem na cabeça??

Há um tempo atrás reclamei com uma pessoa: a maioria dos homens só conversam sobre mulheres ou sobre futebol. Não obstante, olhando pras redes sociais de hoje dá pra perceber o quanto as pessoas enchem suas vidas com a paixão pelo futebol, havendo sempre a ardente necessidade de escrachar o time adversário. OK OK, TODOS SABEMOS QUE O CORINTHIANS NUNCA GANHOU LIBERTADORES! Já sabemos, ok? [...]

Fico admirado com a quantidade de fãs clubes que surgem a cada dia, os quais criam verdadeiros cultos irracionais para seus ídolos fajutos, que nem sabem que eles existem. Basta ir ao twitter e procurar por #AmamosLuanSantana, #LSEterno, #Beliebers (Believe + Bieber), Família Restart, Little Monsters (Gaga), RBD e RBR (e suas 1500 variações, quer dizer, 1500 pra cada um dos personagens teens), Neymar Oficial, etc.


Uma certa época, eu ouvia muito Avril Lavigne... até que um dia parei, graças a Deus. Anos depois descobri que existia até uma revista com o nome dela, e que os fãs piravam muito o cabeção com tudo aquilo. Cito a Avril mas isso se estende aos demais ídolos de rock, pop e demais.

Esses dias perguntei pra um amigo o porquê de tantas pessoas venerarem até hoje o Kurt Cobain, um cara que se suicidou aos 27 anos, por não conseguir lidar com seus problemas físicos e emocionais, ou sei lá o porquê. Ele me disse: "Cara, mentes insanas procuram por outras mentes insanas". [=O]

Cara, que loucura! Que INSANIDADE é essa?? Que CRISE DE IDENTIDADE!

As pessoas não sabem mais quem são,  não se valorizam. Não! Elas se anulam, se anulam em prol de qualquer coisa (sim, considero time de futebol e Rebelde como qualquer coisa).

Que falta de amor próprio, falta de perspectiva e de noção de si mesmo!! 

Vejo um grande vazio nas pessoas. Isso que vejo. Não sou nenhum vidente, sou simplesmente uma pessoa que observa e questiona. 

Pra comprovar isso, posto a frase de um dos integrantes do Rebelde BR: 
"@bernardofalcone: É lindo o amor que vocês sentem por mim e pelos meus amigos da novela, mas nunca esqueçam de celebrarem suas próprias vidas!

VOCÊ EXISTE!

Vou dizer mais o que??? Me lembro de uma frase que me marcou muito de um amigo, háum tempo atrás no facebook:  

"As pessoas são tão carentes e vazias de amor que dizem até que amam um time de futebol."

LOUCURA. Onde amos parar? Quais são, quais serão nossas referências??

Revejam. O que está realmente faltando em nós?


15 de dez. de 2011

'Chique é crer em Deus', por Glória Kallil

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda.
Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo... falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALLIL

17 de out. de 2011

Lucas Souza em Maringá foi assim...

O evento Moving teve a participação do cantor Lucas Souza, e foi realizado no último dia 15/10, sábado, na Ig. Batista Sião, aqui em Maringá.



Além de dirigir o louvor, ele falou muito sobre a "cultura do reino", ou seja, a cultura pura do evangelho, que deve marchar contra a cultura do mundo, no sentido de fazer saber a esta geração as diferentes vertentes possíveis para seus caminhos. O mundo tem oprimido os cristãos da atualidade, apregoando seus valores, suas características, sua cultura. Em meio a isso é que surge a necessidade de se viver e, consequentemente, defenser, a cultura do Reino, que consiste em pregar as boas novas aos cativos, curar os enfermo, libertar os oprimidos, nos termos de Isaías 61.


"O que te move?? Olhe somente pra Jesus, não olhe pra você. Não olhe pra sua carnalidade. Não olhe pra suas fraquezas. Seja movido pelo Espírito."



"Alvo mais que a neve: devemos entender que é assim que Ele nos vê."



"Deus está levantando pessoas dispostas a levarem seu nome. Estão ocorrendo movimentos incendiários em várias regiões do país, e do mundo. Esse é o caminho da Revolução. Eu creio que muitas coisas vão acontecer nas empresas, no trabalho, e principalmente nas Universidades, que é o lugar de produção de cultura, de conhecimento. É por isso que eu vivo."


"Ler a Bíblia é diferente de ter revelação do que está na Bíblia."

"A Igreja é feita por pessoas diferentes, que se agrupam segundo suas particularidades, segundo o que elas têm em comum. Daí a multiplicidade de denominações. Todavia Deus não nos chamou para sermos grupos isolados; ele nos chamou para sermos Igreja."

O que te move?
Até onde você é capaz de ir com suas próprias forças??

15 de set. de 2011

Na boa, não acredito em barbeiros...

Um homem foi ao barbeiro. E enquanto fazia a barba e tinha seus cabelos cortados conversava com ele. Falava da vida e de Deus. Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não aguentou e falou:

- Deixa disso, meu caro, Deus não existe!

- Por quê?

- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar!

- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é?

- Sim, claro!

O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:

- Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiros!

- Como?

- Não acredito. Pois se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!

- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!

Ao que o homem respondeu:

- Entendeu agora?

31 de mai. de 2011

Nothing...

Sempre que volto de uma visita ao hospital, volto com a certeza de que não sou nada, e de que minha vida está unicamente nas mãos de Deus....


Daí a gente engole o choro, desvia o olhar, e finalmente percebe que algo precisa mudar... por mais que finjamos que não, algo precisa mudar....
 
 

24 de mai. de 2011

Um DTA numa noite fria


Estava eu voltando da faculdade nesta quinta-feira (19), por volta das 23hs, após a PCEU mais longa e produtiva da história, quando, na rotatória de encontro das Avenidas Sophia Rasgulaeff e Guaiapó, vejo um carro parado no acostamento, com as luzes acesas, como se estivesse com algum problema. Tive a impressão de que o pneu dianteiro estava furado.
Mas não quis parar. Pensei “é muito perigoso”. Mas o Espírito Santo me incomodou muito, e fui obrigado a parar uns 50 metros adiante, sob pena de ficar eternamente com um peso na consciência.

Fiquei um tempo lá parado e olhando para trás, no carro que estava ainda lá, um pouco acima. Eles devem ter percebido que fiquei um tempo lá olhando pra eles. Estava decidindo se ia ou não ao encontro deles. Quando me decidi, fiz o retorno e lá fui.

Eu estava com o violão nas costas. Cheguei lá e estacionei a moto, cirurgicamente paralelo ao para-choque dianteiro do carro.

Minha preocupação era descer logo e tirar o capacete e a máscara de lã (friiio) que eu tinha por baixo, para não pensarem que eu estava com más impressões. Bom, eles pensaram. Conforme fui descendo ele foi ligando o carro, como se quisesse sair.

Me adiantei, mostrei que estava em paz, tirei tudo (quase né :P) e fui até a porta. Olhei pro pneu que parecia furado. Não estava. 

Ele ligou o carro, após tentar várias vezes, sem êxito. Pensei então que era problema na bateria. Ligou.

Ele demorou, mas baixou o vidro. 

“O que aconteceu?”...
“Nada. Só parei para atender ao telefone” (o casal estava, aparentemente, com medo).
“Ah, beleza então!”

Eles saíram rapidamente, eu fiquei só. Me senti um tonto. Mas logo pensei: “não foi em vão. Eles viram que eu estava disposto a ajudar. Devo ter passado algum sentimento nisso”
...
Montei na moto e fui embora.

Comecei a pensar: “poxa, mas foi só isso mesmo?... eu deveria ter dito algo a mais... sei lá, um Deus te abençoe, mas nem isso eu disse...”

Deus te abençoe!!

Quantas vezes eu critiquei em pensamento um certo líder meu, por sempre escrever no final das mensagens dele um “DTA”. Aff, sempre tem um DTA lá...

Esse DTA poderia ter mudado a vida daquelas pessoas. Sei lá. Vai saber. Elas estavam esperando um assaltante (eu estava encapuzado!), aí chega um cara que abençoa a vida deles, numa noite fria, num lugar inóspito!

"Deus, por quê?"
...
Porque Ele queria falar comigo.
Muitas vezes pensamos que estamos prontos, aptos para os desafios. E nem sempre estamos. Precisamos sempre de reforço. Sempre voltar à origem. Entender que pequenos gestos, assim como os grandes, são de extrema importância. Grandes vitórias são alcançadas nos pequenos detalhes...

#EuAprendiQue um DTA pode se muito importante. Um DTA pode mudar vidas... quando pensei que não faltava mais nada pra acontecer no meu dia, o Espírito Santo me pegou no caminho pra casa (tipo Paulo, sabe, que viu a luz? Haha).

Se você não tem nada pra dar, nem pão nem ouro, dê um DTA. Abençoe a vida alheia. De repente seus amigos cristãos nem ligam pra isso, de repente nem precisam, mas tem muita gente sedenta esperando por isso!

Não se omita. Brilhe, emane a luz do Espírito através de suas palavras!

DTA, galera! rs

17 de mai. de 2011

Nós falhamos...


Semana passada fomos surpreendidos com a morte de um garoto de 18 anos, que deixou a todos abalados. Particularmente eu não o conhecia, mas tínhamos alguns amigos em comum, e eles sentiram muito a perda.

Ele era um rapaz bonito, com boa aparência física, muito popular em seu círculo de amizades (escola, academia, TG...) e como todo jovem, cheio de sonhos.

Sua morte foi provocada.

O que resta agora é a saudade. E o inconformismo. Como pôde um cara tão novo e cheio de vida fazer isso? Por quê?

Muitos escrevem mensagens em comunidades virtuais do tipo: “meu anjo eterno, sempre lembrarei de ti”, ou “nós te amamos, por que fez isso?”, ou ainda “sinto muito por não ter te ouvido mais, compreendido mais, conversado mais...”

Surge esse sentimento de impotência diante da situação. E de culpa. SIM, porque todos agora se sentem culpados quanto ao fato.......

A culpa vem graças à omissão: “Deveria ter feito”, “deveria ter falado”. E é sempre assim. Basta acontecer algo parecido para nos darmos conta de quão hipócritas somos em nossas vidas, e de quanto omitimos aquilo que temos de melhor. Quando algo assim acontece, percebemos o tamanho do nosso egoísmo e da nossa mediocridade.

“Eu falhei...”

SIM, falhou mesmo. Todos nós falhamos. O mundo falhou.

Chorar exterioriza a dor, mas não a tira. As lágrimas, sejam de dor ou arrependimento, não vão mudar a situação.

Muitos dizem que foi por causa de namoro, mas não creio que seja apenas isso. E independente do tipo de problema que tenha originado tal atitude, era um PROBLEMA. Problemas devem ser tratados. A Bíblia nos diz que:

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. (Ec. 9.10)

Onde quero chegar??
O problema dele não foi tratado. A verdade não prevaleceu, não venceu as trevas. De quem é a culpa? Dele? Onde está o “Ide e pregai o evangelho..”?

O M I S S Ã O ??


Queridos, o texto acima sobre sepultura não é pra ele, é pra nós. FAÇAMOS o que deve ser feito ENQUANTO TEMOS VIDA! Use seus dons, talentos e habilidades! Encare o evangelho como um estilo de vida!

Leve as boas novas!!!!

Quantos casos assim terão que acontecer pra que a gente venha a se posicionar diante de Deus?

Reflita.

O que fazer agora? Ore. Ore pra que Deus ampare e abençoe a família dele. Amém.