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11 de mai. de 2014

Síndrome da Adolescência Tardia

Estou de aparelho nos dentes. Infelizmente, pois isso dói demais. E não só pela dor.

Parece que a sequência temporal lógica dos fatos da vida se inverteram totalmente na minha vida. Coisas que eu deveria ter vivido há alguns anos, estou vivendo agora. Me sinto na auge da adolescência aos 25 anos. Aparelho nos dentes. Roacutan para a pele. Paixões platônicas e relacionamentos mal resolvidos, com direito a crises existenciais e descobrimento de minhas próprias vontades. Flertes, medo, dúvidas. Crise, caos, WTF?

Eu deveria estar me preocupando com meu desenvolvimento profissional, com família, negócios imobiliários,  amadurecimento. Mas os conflitos juvenis permeiam minha mente todos dias, num desenrolar cotidiano de coisas novas, experimentos, dúvidas, aventuras e frustrações. Me sinto tão atrasado! Confuso!

Naquela época, predominavam a timidez, o conservadorismo e a falta de recursos. O medo, a incerteza, a baixa autoestima, a tentativa de ser adulto antes da hora. Hoje percebo o quanto confundi as coisas. A adolescência que não tive na época certa, decidiu vir agora.  E com força total. Espero superar essa somatória toda de coisas, fatos e sentimentos. Deus me ajude!

29 de out. de 2012

Os versos que nunca dissera

Às vezes se passa a vida toda tentando ser forte, tentando ser intocável.
Tentando ser um guia, um modelo.

Tenta-se.

Mas nem sempre tudo sai como o esperado. Ou até sai, casos em que o esperado não é o que se devia esperar.

O fato é que os momentos de fraquejo e titubeação estão sempre aí, prontos para entrarem em ação. E você pode ser forte, ser líder, ser intransponível, mas sempre haverá na sua decisão o livre arbítrio: ceder ou não àquilo que está à espreita?

Não se pode ser forte o tempo todo. Pensar assim seria uma grande tolice. Quem é idiota o suficiente para pensar assim? E que é mais idiota ainda pra pensar que existe alguém que possa/deva se manter sempre assim?  

Às vezes você cansa, você tropeça, você cede. Você cede e conquista – ou perde – a tão almejada liberdade. E você chega num ponto que não sabe mais o que é liberdade, talvez porque a tenha em excesso em suas mãos e não saiba como usá-la. Aqui jaz a ironia de querer ser livre: livre pra quê? O que vai fazer com a liberdade que você alcançou?

E depois de tudo isso, você para e olha para todo o se passado, com todos os seus méritos, e para o seu presente. E você vê tudo embaralhado, você ri, você chora, você ironiza. Você duvida da vida e de tudo mais. Você esbraveja consigo mesmo por aquilo que você se tornou, e ao mesmo tempo justifica seus atos com base nas frustrações que te levaram até aí. E de novo volta a se achar um tonto. E de volta a achar que vai ficar tudo bem. E mesmo sem saber como será, acredita, num ato transloucado de fé, que tudo vai se ajustar...





28 de jun. de 2012

As dimensões da vida














Hoje foi um daqueles dias mágicos, em que encontramos aquela dimensão da vida que geralmente está meio oculta. 

Aquele momento em que você não pensa, simplesmente vive. Simplesmente se joga. Aquele momento em que não existe o peso existencial de nossa rotina, de nossos afazeres, de nossos deveres. Existe apenas o sorriso, a graça de contemplar e sentir a vida.

Aquele momento em que mesmo a dor parece coadjuvante. E acho que esse deve ser seu real papel: o de coadjuvante. Mera interferência, descreditada.

E então, olhando o sol, a grama, o vento e os jovens, pude perceber o quão mesquinha pode ser a dimensão em que normalmente vivemos. O quanto ela pode roubar de nossos dias e de nossa disposição em viver diferentemente. 

Foi isso. Um choque de dimensões: aquilo que é, e aquilo que poderia ser. 

E então eu me lembrei de tudo que vivi. De tudo que já sonhei. Das causas pelas quais guerreei. Essas mesmas causas que abandonei durante o percurso, talvez por me deixar sufocar pela realidade mórbida e cinza que a rotina nos imprime.

Uma dimensão áspera e amargamente monotônica em conflito com uma dimensão colorida e vivaz. Tipo um duelo, um conflito, uma dança no ar entre duas realidades diametralmente opostas. E eu, do alto de meu assento, na sombra daquela magnânima árvore, apenas contemplando.

E eu gostei. Curti. Contemplar o embate foi ótimo. 

Estar algumas horas naquela dimensão que  nos permite "ser", na plenitude de nossa existência, foi o que de melhor me aconteceu nos últimos tempos.

Olho pra trás e percebo o quanto perdi, por viver limitado numa dimensão de mesmice, culpa, monotonia e desalento. Mas hoje me lembrei que existe algo que vai além de tudo isso. Além do medo, da amargura, da desesperança, da rotina, da agenda, dos compromissos, da falta de compromissos, da indiferença e da dor.

Hoje, pelo menos hoje, posso escolher em qual dimensão estar. E assim posso reconhecer que mesmo que a dor do momento seja inevitável, o sofrimento, todavia, há de ser opcional. Sim, é isso.

Hoje eu escolhi ser feliz.



29 de jun. de 2011

Na cabeça de cavalo...


Não descubra
Aquilo
Que você não deve descobrir.

Não pergunte
Por aquilo
Que você não deve perguntar.

Sob pena de:
Desorientação
Medo
Dúvida
Temor, destemor.

Não vá além daquilo que lhe impuseram.
Creia, lhe impuseram por amor. Pra te poupar.

Larga de ser trouxa e pára de procurar
Chifres em cabeça de cavalo.

Pois, se há chifres na cabeça de cavalo,
A pessoa que pode te explicar não está aqui, está lá.
E você pode até procurar o significado, o motivo.

Em vão.

Não encontrei ninguém que possa explicar.
Nenhuma carne pode explicar.
Nenhuma mente humana pensante pode explicar.
Minhas tentativas se frustraram, e os chifres continuam,
Inexplicavelmente, lá.

Como os chifres incomodam. Malditos chifres na cabeça do cavalo.

Queria gritar bem alto: chifres, seu lugar não é aqui. NÃO!
Mas eles não me ouvem.... I’m sorry... sigo tentando...

A pessoa que pode explicar não está aqui, está lá.
Lá em cima.

25 de ago. de 2010

Manifesto de um estudante de Direito

Desde antes, bem antes, de ter a minha primeira aula no 1º ano da faculdade de Direito, eu já ouvia gracinhas e insinuações de amigos sobre a minha nova "condição": estudante de Direito.

"Olha, não vai ficar se achando não, hein"

"Hum, já era, o Weslley nunca mais vai ser o mesmo"

Desde cedo ouvia esse tipo de comentário generalista, que coloca todos os estudantes de Direito dentro de um saco fechado e diz: Veja, eles são um só. Bando de hipócritas que se acham superiores.

Será que é tão difícil assim individualizar as pessoas? Será que o comportamento de um ou outro indivíduo desnorteado merece a rotulação de toda uma coletividade?

Mas, sinceramente, não é isso que me incomoda.

O que me deixa mais "de cara" é a maneira como o a disciplina "Direito" é tratada. Estudantes de Biológicas e principalmente Exatas se gabam veementemente da dificuldade de seus cursos, da complexidade de suas contas intermináveis, da enorme quantidade de DP's e exames a que são submetidos. Para essa massa de sofredores (escravos do saber, que tem por algoz sua calculadora HP ou os mapas anatômicos em suas cartilhas para colorir) estudar Direito é fácil, quase que uma futilidade, pelo simples fato de que "é só ler, nem precisa pensar".


"É só ler, nem precisa pensar" ???

A falsa representação da realidade que eles tem é que me tira a sobriedade. Como assim, nem precisa pensar?


O fato de Direito ser uma matéria de cunho eminentemente teórico não significa que seus acadêmicos e profissionais devam se abster de raciocinar, de entender o que está se passando e de encontrar uma solução adequada para cada caso concreto.


Muito bem, vou tentar começar do início, e espancar esse retrato desgraçado da ciência jurídica.

20 de mar. de 2010

Tocando o seu coração..




Sexta-feira, 13h50.


Telefono pra Rádio Catedral FM.





- Alô, vcs tocam Rodolfo Abrantes?

(telefonista) - Só um minutinho que vou passar pro locutor.

(locutor) - Oi!?

- é... vcs tocam Rodolfo Abrantes?

- Não... Rodolfo Abrantes não tem na programação, não..

- CTMDT?

- Não... também não.

- Ah, então tá bom... obrigado. (desligo)


Inconformado, volto a telefonar 20 minutos mais tarde.

17 de nov. de 2009

Um meteoro na Terra???


Não! Não foi um meteoro que caiu na Terra!!! Essa é apenas mais uma das crateras no asfalto da Universidade Estadual de Maringá!



Alguns chegam a meio metro de diâmetro. Perfeito para acabar com pneus e sistemas de amortecimento dos carros. Sem falar da arapuca que é para os ciclistas e motociclistas, que correm o risco de se estabanar no chão.


9 de nov. de 2009

Am I ready now?

Ouvir a música do Desperation Band, "Ready Now", só me fez consolidar ainda mais meus pensamentos ontem à noite:



Estamos prontos?
Prontos pra quê?

Sim, porque é muito fácil falar em fazer, traçar rotas, acreditar no amanhã maravilhoso que está por vir. Mas muita vezes nos decepcionamos, seja por culpa nossa, ou por culpa de outrem.

O fato é que todos somos falhos, e precisamos uns dos outros para caminharmos em segurança. A Bíblia nos diz que é melhor andar em dois que andar sozinho. Juntos, ajudamos um ao outro a carregar nossa cruz.

Às vezes me decepciono com o ser humano. Por que erra tanto? Por que vacila assim?

Acho que tudo depende de propósitos, objetivos. Se resolvemos seguir a Cristo, é porque estendemos o plano da salvação, e que isso não deve ficar enclausurado dentro da gente, mas sim se espalhar para aqueles que amamos. devemos levar o amor de Cristo ao mundo.

Me lembro perfeitamente do dia em que uma amiga muito próxima me disse, numa conversa franca, que nunca tinha visto eu me disponibilizar pra nada; que eu nunca tinha tomado iniciativa de fazer alguma coisa. Na hora fiquei bravo, mas com o tempo reconheci que era verdade. Hoje sei que muita coisa depende de mim, e por isso me disponho, neste momento, a não ser mais um entre a multidão. Não que eu seja o cara, mas acho que o tempo de brincar de ser crente já passou.

Quando era menino, fazia coisas de menino, mas hoje....

Ademais, é como aquela história de COMPROMETIMENTO e ENVOLVIMENTO, que uma amiga até postou no blog:

Você está realmente comprometido com aquilo que faz? Ou simplesmente está envolvido. Eu gosto sempre de ilustrar citando o exemplo do café da manhã dos americanos que é composto de ovos, bacon e presuntos. Dois animais participam desse café da manhã; a galinha e o porco. A galinha cede os ovos e continua viva – ela está envolvida. Já o porco cede o bacon e o presunto e para isso dá a sua vida – e está comprometido com o café da manhã dos americanos.

Se comprometer com aquilo que faz, é se doar de corpo e alma. É mergulhar de cabeça e dar o seu melhor, seja no trabalho, num relacionamento ou qualquer coisa que faça. Se envolver, significa apenas fazer por fazer, sem nenhuma vibração. Analise a sua vida e veja que tudo aquilo em que você está comprometido 100% está dando certo. E aquilo em que você está apenas envolvido não está indo muito bem. Faça a comparação. O interessante é que queremos os melhores resultados, ma não envidamos todos os esforços necessários.

Esquecemos que todo resultado é proporcional ao esforço dispendido. Veja ao seu redor, quem é comprometido e quem está envolvido apenas. Seja no trabalho, na vida pessoal ou nos esportes, o comprometimento faz a grande diferença.
Quer testar o seu nível de comprometimento na vida? Responda a pergunta: Será que estou fazendo tudo o que posso pelo meu trabalho, pela minha empresa, pela minha família e pelos meus objetivos? Responda sinceramente.

23 de jun. de 2009

Pecado

A cabeça gira com tantos pensamentos
Frases bem montadas,
que acusam, que gritam e esperneiam.
a minha bússula já não tem pra onde apontar
e o desespero seca minha boca, estremece meus membros
e me faz me sentir um ser inferior.

Dor, erro.
Solidão é tudo o que quero.
Eu não quero ver ninguém,
quero estar sozinho,
quero me esconder.
Já há horas em que me sinto um nada
é como se as pessoas falassem comigo e eu simplesmente não estivesse lá
como se eu fosse um casulo, sem vida por dentro
com movimentos mecânicos e fúteis.

Assim estou, há horas
Sentindo-me sozinho, longe
desamparado...
a multidão passa e eu sinto o cheiro da poeira que se levanta
como se nada mais fizesse sentido

Dor, erro.
Coisas que não entendo
Busco respostas mas não vejo explicação
Por que?
Busco satisfação, mas corro da satisfação...
e a satisfação que não encontro,
simplesmente me destrói.
Caí naquela velha rede.

Parei no tempo.
E me pergunto por que perco tanto tempo
por que inutilizo me tempo
Não posso controlar, realmente?
Sou assim tão fraco?

Olho para a minha equipe caminhado, e grito:
"Hei, me esperem!!"
Não! não me esperem, não sou digno!
Caí no caminho, e é sinal que não estou pronto
que tenho muito a aprender.

Os minutos vão, a solidão persiste,
e eu sei que ela vai ter que ir embora uma hora.
Não posso me acostumar com essa angústia,
não posso repousar mais uma vez sobre o vale de ossos secos
sobre o mar da solidão, do esquecimento.

Continuo sem entender, mas espero que um dia chegue ao desfecho
e finalmente entenda o motivo, a razão.

Maldito o homem que confia no homem.
Sou homem,
logo não confiarei nem em mim mesmo.

18 de jun. de 2009

A razão...

Estou de volta. Não, eu não estava em período de provas, acontece que o tempo é pouco... a falar em provas, logo elas começam de novo. Isso não vem ao caso.

Hoje aconteceu algo diferente no Mudi. Problemas. É que o conceito de educação de pessoa pra pessoa pode variar, apesar de ele ser um só. Eu nunca vou entender os homens. Há uns dias atrás, perguntei ao Gilberto se ele acreditava que um garoto havia mijado dentro do cestinho de lixo. Ele disse que acreditava. Claro que não foi nenhuma criancinha, foi um marmanjão, já na adolescência (aliás, esses são os piores). Parece que querem mostrar sua soberania, sua independência, seu ego. O Gilberto me respondeu algo que me deixou pensativo: "A partir de agora vai ser assim, esse é o mundo que nos aguarda. Essa é a nossa juventude."

Frustração. Na mesma semana, estava conversando com uma das monitoras, amiga minha. Falávamos sobre a sala de paleontologia, e de como falar sobre ela aos visitantes. Como abordar o tema da evolução? Tem um quadro enorme na parede que mostra como o macaco mais primitivo teria evoluido até chegar ao homem. O problema é que todos estão orientados a falar o contrário: não, o homem não vem do macaco, se assim fosse todos os macacos teriam evoluidos e virado homens. Não existiriam mais macacos, e somente o homem. Afinal, nós não vemos mais nenhum mamute nem no mais "biologicamente correto" zoológico, tampouco vemos preguiças-gigantes por aí. Frustração: "Tá vendo, por isso que eu não gosto de estudar. Por mim passava o dia inteiro ouvindo música." Os homens buscam tantas explicações, sem nada encontrar. Apenas se frustram, como se estivessem sempre correndo atrás do vento, sempre se contradizendo.

Acreditar apenas no natural sempre nos frustra. Hoje algo me deixou ESTUPEFATO. Sempre confiante e tentando sorrir para a vida, levando tudo numa boa, lá vou eu... Fui ajudar aquela minha amiga lá na sala de anatomia, pois ela estava sozinha, e tinha q ter alguém para pelo menos ajudá-la a abrir a caixa do cadáver. Havia muito tempo que não me estressava desse jeito: os alunos, adolescentes, simplesmente se comportavam de maneira inadequada: conversavam, andavam e até tentaram tirar fotografia, num ambiente proibido. Ora, tudo isso foi falado antes, mas a falta de respeito foi imensa. Eu me senti desrespeitado, por estar ali ajudando a minha amiga, como aliás muitas vezes tenho feito. Para ser breve, aconteceu que ela teve que chamar a atenção deles mais de uma vez, e no final a professora veio ter conosco, pedindo que ela fosse lá embaixo se desculpar com a turma, por haver sido grossa com eles. Ora, grossa? Tudo bem, essa minha miga tem um jeitinho todo particular de ser, mas isso não legitima a professora a alegar que ela tenha sido mal-educada. Ora, ela tinha plena liberdade para parar a explicação e terminar a visita deles, pois eles não estavam se comportando nos conformes. Eu até pensei nisso, pois eles estavam muito agitados. O fato é que acabamos discutindo: eu, minha amiga e a professora.

Ora, eu pensei que ela estava se dirigindo até nós para se desculpar, e não para exigir desculpas. E a autoridade da monitora? Onde fica? Se não houver ordem, viveremos em barbárie. Não podemos deixar o pessoal fazer tudo o que eles querem; as regras existem para serem cumpridas. A alegação dela é que a minha amiga havia sido grossa, mal-educada e ainda havia deixado a desejar na apresentação. Acho que o conceito de educação dessa professora precisa ser revisto, pois não podemos estar em um lugar sem que tenhamos que nos submeter disciplina e ao controle vigente ali. Quem realmente foi mal-educado?

Isso tudo nos deixou num estado de raiva muito grande. Eu me segurei para não demonstrar a ira, a minha amiga também. Mas no final, por frágil, ela acabou externando tudo... com palavras, lágrimas e tudo mais... ela nem percebeu o quanto nervoso eu fiquei, por achar aquilo tudo tão injusto, tão bizarro.

Essas coisas acontecem, e elas servem para nos fazer crescer. A minha real vontade era de fazer uma besteira (e a da minha colega de fazer algo pior, talvez...). Mas parei para pensar no meu caráter, no meu comportamento (ninguém percebeu a real magnitude, mas por dentro eu estava explodindo).

Conclusão: não é fácil. Não é fácil conviver em sociedade. Não é fácil guardar a mansidão em situações tão adversas. Poxa, sempre busquei ser o mais calmo possível. Mas sempre tem uma hora em que a gente explode.

Essas situações nos ensinam muitas coisas: que nem sempre vamos ganhar, nem sempre vão reconhecer em nós a justiça e a verdade, e que às vezes pode tudo ser muito difícil. Preciso aprender mais sobre tudo. Tudo é muito confuso, e leva-se tempo para aprendermos a lidar com nossos sentimentos, com nossas vontades.

"Bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão a terra", acho que esse é o versículo. O ser humano é tão incompreensível. Mesmo fazendo uma grande salada de fatos e sentimentos aqui, já me sinto melhor.

As vezes é difícil nadar contra a correnteza, é difícil ser diferente, mas esse é o preço que temos que pagar se quisermos almejar algo melhor para nós mesmos. Agradeço a Deus por tudo que tenho aprendido, e pelas pessoas que estão ao meu redor.

Eu creio que ainda há salvação. Não é fácil, mas ninguém disse que seria fácil. O preço maior já foi pago, na cruz do Calvário, por Jesus Cristo. Eu creio. Eu ouso pensar diferente.


E ademais, eu nunca mais serei o mesmo.


//

6 de abr. de 2009

Segunda-feira braba..

Segunda-feira. Chego e vejo que o MUDI está muito sujo. Uma loucura: sexta estava de atestado, sábado não vim fazer hora-extra e domingo caiu um toró. A calçada da frente cheia de folhas e galhos, e ainda por cima alguém entrou com uma caminhoneta até à entrada, e deixou tudo sujo de barro (isso porque há uma semana eu lavei toda a calçada com a "supermáquina", pra língua nenhuma botar defeito).



Muito bem: meu nome = trabalho, sobrenome = escravidão! Lá vou eu esfregar aquelas manchas de barro, lá vou eu catar todo o lixo das árvores e tudo mais o que o homem deixa pelo caminho... lerê lerê... 60 m2 de calçada bruta....



... e quando finalmente estava no final, nas últimas marcas de sujeira, e quando todo o lixo já havia sido recolhido... tcharam!! Eis que chega ele: o famoso Faustão (até então desconhecido para mim), e diz que vai cortar a grama.... CORTAR A GRAMA = MUITA SUJEIRA!!!



"Eu to acabando de lavar, tava muito sujo.." .. "é rapidinho, nem vai fazer muita sujeira..."


15 min depois..... O CAOS!!!!!! UM LIXO!!! Não vai fazer sujeira? A calçada, ainda molhada, ficou coberta de grama. Cobertinha da silva!!!!!! E ele não se deu o trabalho nem de varrer!! Todo meu trabalho foi em vão!!!!!!!!!!!!!!!!



Nessas horas dá até vontade de esquecer de alguns princípios e......kkld#%¨&f#$$h¨&*!


E ele ainda vem dizendo, todo sorridente: "pode lavar, agora...."


31 de mar. de 2009

O suor de servidor público cura?

Queria me encontrar com quem disse isso. Essa pessoa não tem noção de como as coisas são (pelo menos em alguns setores!!)

No final do dia, sou eu quem estou suado.
No fim do dia, sou eu quem estou cansado... quebrado!
Agora, são as minhas costas que estão ardendo!!
Eu quem estou suado
Eu quem estou sujo
Eu quem estou descabelado
Eu quem estou arrebentado!!

E ainda por cima tenho de aguentar a hipocrisia de alguns "colegas" de serviço, que acham que têm o rei na barriga. E as fofocas?? Imagina, isso não tem não...


Me lembro de uma companheira de serviço, quando fazíamos hora extra: "E dizem que servidor público não sua... eu aqui agaichada nessa molhaceira, nesse calor, nesse cansaço, torcendo pano... nem sei se tô suando, se tô chorando, se to mijando ou se tô menstruada..."

Ahhhhh... como eu ri..

Ainda bem que eu me divirto, apesar de tudo...



***Fazemos hora-extra porque faltam servidores. Dezenas deles estão HÁ MESES ESPERANDO NOMEAÇÃO do Governador do Estado.

26 de mar. de 2009

Memórias me vieram à tona após encontrar-me ontem com uma colega, no ônibus. Perguntei se ela estava brava, por causa da fisionomia fechada... ela disse que não... após alguns minutos de conversa pude entender, e me perguntei como não consegui identificar aquele ar sombrio antes... aquele aspecto de sofrimento... a dor da morte. Como não identifiquei a dor da morte antes em seu rosto?

Não dá pra acreditar que seu namorado (quase noivo) morreu em um acidente de carro há menos de 3 semanas. Vinte e dois anos selados. E eles sempre pegavam ônibus comigo na ida e volta da universidade... ela faz pedagogia, ele cursava matemática... depois de um tempo, ele passou a ter uma moto, e aí eles só vinham de moto... agora ela vai voltar a pegar ônibus, vai ter que refazer sues planos, e deixar 3 anos de planos de lado. "Tudo foi por água a baixo, em 3 segundos".

Essa dor que não se pode descrever... essa dor que todos passamos em algum momento de nossas vidas... essa dor que nos acompanha por meses até que finalmente "cai a ficha". Será que cai mesmo? Demora, mas cai... Nesse período vem aquele questionamento acerca de tudo... vida, circunstâncias, família, amor, Deus... felizes aqueles que não blasfemam, antes se apegam em Deus em busca de respostas, em busca de pelo menos amparo, pois certamente as respostas demorarão a vir (ou não!)... então a gente força uma mudança de comportamento, forçamos em nós mesmos uma nova maneira de ver as coisas, de tratar as pessoas... pensamos em dizer "eu te amo" a todos, antes que seja tarde demais... no começo é assim, mas depois a gente vai esfriando, se esquecendo... felizes aqueles que mudam suas vidas após algo assim. Felizes aqueles que aprendem com a vida, e não morrem ignorantes. Mas como já diz uma amiga minha, http://www.deusestanocontroledetodasascoisas.com.br/.

Bola pra frente, que atrás vem... a dor, ela vem atrás.

:I

19 de mar. de 2009

goma de mascar?

Hoje foi a primeira vez que um grupo de pessoas mais velhas vieram ao MUDI, desde que comecei a trabalhar (poucoas semanas). São jovens e adultos que fazem Supletivo. Foi também a primeira vez que encontrei um chiclete no chão.

15 de jan. de 2009

A gente não quer só comida

A gente não quer só comida
a gente quer comida, diversão e arte!
A gente não quer só comida
a gente quer respeito, quer dignidade.
A gente não quer só arte
a gente quer educação pra entender a arte.
A gente não quer só diversão
a gente quer qualidade, quer igualdade.

A gente não que só o sus
a gente quer o SUS com humanidade.
A gente não quer só políticos
a gente quer políticos e sua fidelidade...
a gente quer parar de acreditar em papai noel e ter mais esperança na realidade!!

A gente não quer só o salário
a gente quer dinheiro de verdade!
A gente quer usar Natura, vestir Calvin Klein
sem se preocupar em passar necessidades.



A gente quer ter certeza que na próxima semana ninguém vai morrer de fome

A gente quer ter certeza que um dia vai aparecer alguém pra dar um jeito


Pô, a gente só quer ter certeza de alguma coisa...


A gente não quer só comida
A gente quer vergonha na cara, de verdade!