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11 de nov. de 2012

Tempo

Virar aquela esquina, às 18hs, com a mochila nas costas, caminhando rápido rumo ao ponto de ônibus. Crianças brincado, donas de casa conversando no portão ou assistindo a novela das 18hs, e o pessoal voltando com sensação de dever cumprido do trabalho ou do colégio. Exatamente como há 10 anos atrás, quando essas ruas, esse cheiro, essa dimensão  toda era parte de mim.

Atravessar a mesma avenida, cruzar pelo canteira central gramado, esperar naquele velho e sujo ponto, fazer as mesmas poses de espera. Essa era a minha vida!

Engraçado que eu já não tenho mais doze anos. Não sou mais aquele garoto de antes, e ao mesmo tempo, nunca deixei de ser. Aquele sou eu. Eu sou aquele, só que não exatamente.

O tempo pode ser bem confuso, né?

Passar por tudo isso me fez perceber o quanto o tempo pode passar sem que o notemos. Só sentimos seu poder quando, num momento ou outro inesperado, sentimos o cheirinho da comida ou da cera com que era limpo o chão daquela antiga creche; quando observamos o entardecer na calçada em que passamos toda a nossa infância; quando observamos que aquela flor cor-de-rosa e "ardidinha" ainda cresce, e ainda é ardidinha, e que crianças ainda podem mastigá-la. Só percebemos a magnitude do tempo quando passamos por situações semelhantes e concluímos: nossa, como o tempo passa rápido!

Então eu olho pra mim e percebo o quanto estou diferente. O quanto estamos. Como se fossem mundos diferentes. Só que não!

Me lembro de um verso de Shakespeare que diz que "Depois de algum tempo você aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam". Me lembro ainda de uma amiga dizendo que todas essas mudanças são necessária e inevitáveis pois essa é a "lei da vida". E como a vida nos leva por caminhos diferentes, não é?

Meus amigos de infância? Minhas professoras da escola, onde estão?

{...}
Na real, não sei muito o que quero dizer com isso tudo. Apenas quis registrar. Não desejo que o tempo seja amargo, intragável. Não quero me esquecer. Não quero abandonar as memórias daquela velha esquina, das partidas de esconde-esconde, das dissertações da 8ª série, dos MiniChickens que minha avó fritava para a janta com o sol ainda fora, no horário de verão.

Ainda ontem estava carregando os livros de física, química e história na mochila. Hoje estou aqui, comprando minha passagem às 23hs da noite para viajar amanhã no final do dia, em virtude do meu trabalho. Tanta coisa já aconteceu! E o engraçado é que estou aqui, neste momento, comendo do mesmo pão da minha mãe, aquele pão caseiro que ela costumeira faz aos sábados à noite, desde que eu me entendo por gente. Comendo quentinho, com a manteiga amarelada derretendo no pão! Ter consciência disso tudo me deixa, por agora, contente. E há em meu semblante um sorriso, por saber que nem tudo mudou em nós.

É bom parar, refletir, perceber.

O tempo muda as coisas.... mas não necessariamente todas elas. :)

Um viva à memória, e ao que essencialmente somos!

1 de mar. de 2012

Vênus, o céu e eu: paixões de um jovem astrônomo

Há quanto tempo eu não ficava assim, parado de madrugada olhando pras estrelas no céu?

Ontem conversando com um amigo pela internet, perguntei como ele se sentia fazendo 19 anos. Eu disse que os pais deles, apesar da idade, devem considerá-lo com um eterno bebê. Filho único, sabe como é. Mas ele me surpreendeu e disse: "pros meus pais eu sou um 'quase' adulto". Eu repliquei dizendo: acho que já deixei de ser um 'quase'...

Respondendo à minha pergunta: Há muito tempo. Muito tempo que não parava para contemplar as estrelas. Havia me esquecido de como são belas. Belas não, são incríveis! No calor da emoção, me peguei sussurrando: "não há nada, nada mais maravilhoso no mundo do que o céu. É incomparável!"

As lembranças do passado me fizeram viajar. O brilho avermelhado de Marte sobre o pé de jaca (Ah, Marte!!), Sírius ostentando toda sua magnitude, se gabando de ser a estrela mais power de nossa abóbada. Canopus logo ali, batendo aquele escanteio. E as constelações?? Órion, Cão Maior, Cruzeiro do Sul, a fabulosa [e mais bela de todas] Escorpião, e todas as demais que já nem me lembro o nome!!

Isso, nem me lembro. Quase nada restou daquele adolescente 'lunático' e apaixonado por astronomia, que passava horas estudando as construções estelares. É que deixei de ser 'quase', e cresci. Quando crescemos, adquirimos a irritante capacidade de nos preocuparmos. São tantas as preocupações que, até mesmo aquilo que nos fascinava e inspirava nossos sonhos, deixam de ser protagonistas e passam a mero sedimento, num lugar muito escondido, de nossa personalidade. Sim, sedimento! Estão lá, sufocados em algum lugar profundo e obscuro de nosso caráter, esperando, de alguma forma, que a gente se lembre que um dia aquilo foi importante pra gente, que aquilo fazia nosso mundo melhor.

Infelizmente hoje não há tempo pra tudo isso. Aquele pré-adolescente da 5ª série que, pela paixão a uma garota, descobriu em um trabalho dela que a Estrela D'Alva, aquela que brilhava perto na Lua no pôr-do-sol era, na verdade, Vênus (e era o ser mais fabuloso da noite!), já não existe mais. Quer dizer, existe sim. Só que está sufocado, procurando a menor oportunidade pra viver de novo. Quer saber, vou deixá-lo sair por alguns instantes, e reviver o que de mais belo um dia eu já vivi. Talvez seja o que está faltando: a graça da infância misturada aos palpites oníricos da juventude.

Não há nada de mais esplendoroso que o Universo e seus milhares de brilhos múltiplos. Tanta escuridão, tanta luz, tanta história. Deus é fantástico. 

E se Marte já me emocionou, espera só até eu me reencontrar com Vênus... vai ser demais.

29 de jun. de 2011

Amanhã, FIM.


Vai doer, eu sinto que vai! Já sinto, já sinto a dor!
Despedidas certamente não são a coisa que eu mais ame no mundo...

Anos de laços e entrelaços, de ida e vindas,
De abraços carinhosos.
De felicidade.
De sorriso.
De vida.

Anos de empenho e dedicação
De luz em meio à escuridão, de um desbravar selvagem desse meio hostil.
Anos de vitórias, conquistas e também derrotas...
Anos de sentimentos maravilhosos, e exacerbados.

Não há como fugir: a tristeza do adeus bate à porta.
Aí virá aquele contentamento descontente
Mais descontente que contente
Que somente aqueles que passaram pelo epílogo conhecem: chegará o fim!

Reflexão. Dor. Saudosismo...

[...] Mas não posso me esquecer do ilustre mestre,
Que já dizia para não sofrermos por antecipação.
Afinal, pra quê? Tudo tem seu tempo; sábio Salomão.

Não soframos!!!

[...] É que às vezes é difícil se resignar à situação,
Difícil aceitar que uma parte tão doce – a cereja – está indo embora.
O que sobrarão? As lembranças, memórias, fotos
e o calor daqueles que calorosamente me abraçaram
E se abraçaram. Nos abraçamos!

Vai sobrar o romantismo do primeiro amor
Esse amor ensandecido, frenético,
Que pulsa por mais, que pulsa por conquistas,
Que vibra pelo simples prazer de ser!
Ser livre, ser louco, ser sábio, e não ser mais um...



Quer saber, enquanto esse momento não vem,
Quero que a intensidade me consuma!
Sei que daqui a pouco vamos sofrer,
 mas que esses momentos de sofreguidão não sejam capazes de apagar este brilho,
o brilho dos anos de ouro.

Certamente, no final, em meio às lágrimas, diremos: Valeu a pena...
23/06/11, 02h35

 

16 de dez. de 2009

Está acabando um ano marcante...

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.



O ano de 2009 vai fica na minha memória como um ano diferente de todos os outros vividos até então. Novos amigos, novos relacionamentos, crescimento pessoal. Trabalho, estudos, ministérios. Obrigado a todas as pessoas que fizeram de 2009 um ano sem igual na minha vida. Agradeço a Deus por cada um de vocês, e por cada situação que vivi.

Abraço especial a:
> pessoal da célula
> pessoal da CEU
> pessoal da UEM e do MUDI

13 de ago. de 2009

Parte de mim

Tenho essa borracha há tanto tempo que nem me lembro quanto. Deve ser desde a 1ª ou 2ª série do primário. Era um conjunto de borrachas, lapiseiras e grafites, de quatro cores diferentes, que eu guardava na última gaveta da cômoda lá na casa em que eu morava. Essa azul foi a que restou: por muito tempo esquecida nas caixas e gavetas, foi ficando, ficando e acabou que hoje olho pra ela e isso me traz lembranças. Naquela época eu nem sabia usar lapiseira, elas sempre entupiam e os gravites quebravam à toa. Mas essa foi a remanescente.

Tenho um amigo que diz que sou muito apegado a estas coisas do passado, coisas materiais. Isso porque foi com dor que tive que abrir mão da minha mochila preta e laranja, que me acompanhava desde os 15 anos, até o 3ºano da faculdade. Mas não tinha jeito, ela estava muito estragada. Me acompanhou pelo ensino médio, pelo cursinho, e pela faculdade. Talvez nada me conhecesse melhor do que ela, passamos bons e maus momentos juntos... mas tudo um dia se vai, não é mesmo...

Para celebrar meus 21 aninhos de vida, quero relembrar alguns fatos e pessoas importantes pra mim. Coisas que me marcaram, pessoas que já fazem parte da minha vida.

O INCRÍVEL MUNDO DE BEAKMAN

KALIL, essa é pra você.
Você se lembra?? Não tinha como eu não me lembrar de você, meu grande e maior amigo de infância!! E nó continuamos assim até hoje. Você é megaespecial. Sempre tão cientista, e eu sempre tão... sei lá o que, né.. O próximo tbm só poderia me lembrar você!


POKéMON

Cara, a gente era muito viciado nisso!!! Revistas, músicas, sabíamos tudo! Todos os nomes!1 Minha mãe não gostava que eu assistia, dizia que tinha algo de ruim naquilo tudo. Um dia disse que nunca mais ia assistir; um dia desobedeci a mim mesmo, e naquela noite cai da beliche e quase quebrei o joelho... credo... só pra lembrar mesmo..

CLUBE DO HUGO
Aposto que desse vc não ia nunca se lembrar, né Kalil! A gente fazia o nosso "Club do Hugo" em cima da árvore da sua vó!!

TV COLOSSO

Gi (Moreira Sales, uhhull), esta é pra você.
Um clássico das manhãs, que não se lembra?


FLY

Ju, esta é pra você!
Nossa, desse eu nem me lembro bem, mas dá pra ver que tinha umas coisas bem feias..


CAVALO DE FOGO

Diego (primo), esta é pra você!

Nossa, nesse eu era muito pequeno. Que paia...

DOUG FUNNIE

Este é o cara!!! Um mito! Uma lenda!! Quem não se apaixonou por esse desenho??? Esses dias vi passando na Tv Cultura, e me lembrei de quando ficava deitado no sofá da minha vó, já de noite, e sem ninguém por perto... aí no final passava o Costelinha dançando, e eu sempre achei que ele colocava uma peruca. Só agora, uns 15 anos depois, percebi que não era peruca, e sim o fio do walkman, que dava a impressão de ser uma peruca...
É incontestavelmente o melhor!!

Veja o próximo, o que fizeram! Muito bom!!



X-TUDO

Ah, nesse eu era vidradão!

CASTELO RÁ-TIM-BUM

Esse todos se lembram bem!!


RIM TIMTIM
Não achei vídeo deste, e nem me lembro bem. Só lembro que assistia à noite, quando meus pais colocavam a Tv no quarto, por causa do frio.


GLUB GLUB

Nossa, dessa abertura eu nem me lembrava mais!!! Como é bom recordar!

CHIQUITITAS

Zorba, Essa é pra você (assistia e dizia que não, né)!


Capítulo memorável!!


TV CRUJ

Esse me marcou muito!!

Esse é o primeiro episódio!


CAPITÃO PLANETA

Eu sempre quis ser o da terra!

THUNDERCATS

Eu sempre queria ser o azul, do qual nem me lembro o nome.

OS MELHORES DO NINTENDO:

SUPER MÁRIO
Obs: nunca zerei Mário, talvez pelo medo de perder a graça.

DONKEY KONG
Filmes que me marcaram:

OS TRAPALHÕES NA TERRA DOS MONSTROS


A INCRÍVEL JORNADA

O ATAQUE DOS VERMES MALDITOS

Esse resume bem a época!!





Não dá pra lembrar de tudo, né. Mais dá pra matar um pouco de saudade...
*

12 de ago. de 2009

Hoje seria aniversário de um grande amigo de infância. Pena que ele se foi há alguns meses. Seriam 21 anos, um dia mais velho que eu. Se eu não me engano, nós nascemos na mesma maternidade.


Em tudo dai graças.

*

5 de ago. de 2009

De outros aniversários...

Quando a gente é pequeno tudo é festa. Ainda mas quando a gente é o primogênito da família...

1º aniversário: 1989
Olha esse bolo!! Memorável!!! O bolo era maior que eu!




Olha essa mesa!!! Que fartura naqueles tempos! Minha mãe sempre diz que antigamente era mais fácil fazer festa, hj é mais difícil. Em 1989 era assim; hj em dia com um bolo todos ficam felizes...



Festa de 3 anos: 1991
A fartura continua. Tá, eu já não era mais a única criança linda da famíla, mas ainda assim a festança era boa (me pergunto como esse palhaço não me assustou)...
Eu tava bem ali, no colo do meu pai.



Festa de 5 anos: 1993
Quase um rapazinho... nem me pergunte quem é maioria dessas pessoas...


Festa de 9 anos: 1997
Repare que o tamanho do bolo diminuiu, mas o aniversariante espichou...
Me lembro que essa camiseta ganhei da minha mãe, e já rasguei num arame no primeiro dia... fiquei tão triste...



Festa de 11 anos: 1999
Esse me lembro muitíssimo bem. Eu não sou esse piá que tá ai, não... ele tava querendo tirar o brilho do aniversariante...


De lá pra cá foi tudo mais modesto. Nem por isso menos feliz. pena que não tenho tantos registros dos outros aniversários (aliás, até tenho, mas é que ainda não encontrei...)


*

4 de mai. de 2009

Vagalumes

Ontem olhei pela janela do quarto e vi que a rua estava vazia
Já era 10 hs da noite
Tinha chovido muito durante a tarde, e tinha dado uma parada.
Saí lá fora e vi o quanto a rua estava deserta,
e aquela cena me trouxa memórias do passado.
Que momento saudosista!!
Olhei o asfalto molhado, a grama molhada
Senti o vento gelado tocar meu rosto
E não vi nem ouvi ninguém..

Às vezes me pego nessa situação...
eu, as lembranças, a escuridão e ninguém..
E o pior é que eu gosto de ficar ali, parado, lembrando não sei no quê
Talvez pensando nessa ciranda que é a vida
Talvez me consumindo por dentro, ao me lembrar de tempos bons

Isso me traz uma certa satisfação, um certo prazer
Uma certa saudade.
O choro de criança, ao longe, me fez lembrar que não estava sozinho
e que havia vida ali, em algum lugar
O barulho estranho, mas quase imperceptível de uma sirene, ou então de algum animal, sei lá, me deixava incabulado... até agora não sei o que era aquele som.. só sei que o lugar não estava deserto.

Após instantes contemplando a grandeza daquele nada
entrei e fechei o portão
então vi as gotas de chuva penduradas nas grades do portão
e me lembrei de quando pensava que aquilo, visto ao longe, podiam ser vagalumes. Vagalumes!!
Afinal, brilhavam como se fosse um!!
Mas um dia descobri que não eram vagalumes.. eram só as gotas da chuva, sacudidas pelo ventos, refletindo a luz do poste..
...

Dei alguns passos e ouvi uma coruja
e então me lembrei de quando íamos brincar naquele parque, onde havia uma casa de coruja!!
A gente brinacava nos parquinhos, na grama e, quando podia, entrávamos nas margens do lago..
Boas memórias, tempo de criança..

Quando estava quase fazendo a curva pra entrar em casa, olhei novamente para o portão
E vi, ao longe, aquele brilho... vagalumes!!
Será? podia ser só as gotas de chova penduradas no portão..
Mas pareciam tão reais...
E quem garante que não eram realmente vagalumes??
Ah, Maio!
Esse mês tão contrastante em si mesmo...
Não faz frio, nem faz calor.
Na verdade, de manhã você não consegue sair sem blusa (não sem o risco de pegar um a gripe ou dor de garganta);
Mas logo que o sol sobe já está quente, daí você tem que tirar a blusa, afinal não está frio...
e então vem a noite, e o calor vai embora... daí você tem que por a blusa de novo, porque está frio! Veja!
Não que eu goste disso, muito pelo contrário, isso sempre me deixou "de cara"..

Mas, sei lá... ah, maio!
O que me encanta é esse climazinho fresco do meio do dia, nem inverno, nem verão
O que me encanta é a luz do sol macia sobre a calçada
essa luz branquinha, das 10 ou 11 horas da manhã
Típica de maio!
Ela me lembra que é tempo de Exposição na cidade
me lembra aquele tempo em que subíamos na árvore pra ver a roda-gigante da Expoingá
Lembra?
Eu lembro... e ficávamos lá... olhando e tentando adivinhar o que era, se realmente era a roda-gigante,
e contávamos os dias e as horas pra irmos lá nos divertir..

ah, maio...