Estive em Buenos Aires entre 02/09 e 09/09 de 2013. Foi uma experiência incrível. Desde as 30hs dentro do micro-ônibus (para ida, e depois para volta), até as looongas caminhadas pelas ruas e avenidas portenhas; as bancas de flores pelas ruas; a ousadia dos dançarinos de tango pelas vias turísticas; o divino por do sol no Porto Madero; os deliciosos alfajores e doces de leite; os prédios históricos, a limpeza urbana e a atmosfera européia. Tudo fascina e encanta. Recomendo muito, e quero voltar em breve!
10 de set. de 2013
29 de ago. de 2013
O adeus a Loanda
Chegou ao fim o ciclo Loanda. Após 1 ano e 1 mês respirando os ares rurais do extremo noroeste paranaense, eis que a decisão foi tomada: Weslley agora é definitivamente servidor da APS Astorga (o processo de remoção se iniciou em dezembro de 2012, época em que eu me inscrevi para ser removido).
Sinceramente, eu não queria ir agora. Eu já sabia que isso ia acontecer, uma vez que eu fui o único candidato homologado no processo de remoção; mas esperava ao menos terminar o ano de 2013 na APS Loanda, principalmente pelas circunstâncias específicas da agência local, como servidores cedidos, viajando ou de férias, e a demanda local aumentar a cada dia. Mas não deu pra segurar mais, e tive que deixar esse povo bacana que trabalha e mora lá.
Esse ano que passei longe de Maringá foi alucinante. Ficaria horas contando tudo que passei lá [e ainda omitiria muuitas coisas rs]. Cada dia estressante [ou não] no trabalho, cada saída com o pessoal do serviço, no Crusco's Espetinhos, Pizzaria Bora Bora, festinhas na casa da Denise rs, etc, e claro, nossos passeios memoráveis no Porto Rico *-*. Ainda, os cultos na Ig. Avivamento Bíblico e o pessoal massa de lá, com nossas idas ao cachorrão da Martinha, os xurras na igreja e na minha casa #SobradoVerde, o memorável acampa de Terra Rica, as duas edições da Noite da Nutella, e tantas outras coisas. A natação, o pilates e as corridas no Centro Social também completaram positivamente meus dias.
O que dizer da busca incessante pelo por-do-sol? Vários cliques em Loanda, Santa Isabel do Ivaí, Porto Rico, Santa Cruz de Monte Castelo, São Pedro do Paraná. A sensação de liberdade era incrível! Era só pegar o carro, seguir pela rodovia, e buscar um lugar legal. Preferencialmente deserto. Acompanhado [rs] ou não. Em cinco minutos já saía da cidade, sem trânsito, sem problemas, sem burocracia. Ahhhh :)
Quantas sensações diferentes nesta cidade! Momentos de alegria, de liberdade.. outros de raiva e saudosismo. Amor. Paz. Descobertas. Solidão muitíssimas vezes, aos fins de semana, principalmente... mas não quero me deter nos sentimentos negativos. Poderia citar os perrengues passados nos primeiros meses, quando vínhamos de ônibus ou de carona. Mas, na real, foi engraçado. Hoje dou risada, e lembro sem pesar. Poderia também ter me esforçado mais em muitas coisas. Mas, enfim, aconteceu como aconteceu. O melhor de tudo lá, foi que eu me permiti ser feliz, ser eu mesmo [ou buscar pelo meu eu-mesmo], sem barreiras, sem limitações, sem medo das críticas, da pressão social, do olhar atento dos conhecidos, que esperam sempre pelos nossos erros ou acertos. Não me preocupei, apenas.
Mas é isso. Me despeço assim daqueles ares rurais (nessa parte, vai um "Viva!" rs), daquele cheiro de sítio que vinha muitas vezes pela janela, daquele povo simples e provinciano, daquele trânsito pacífico e muitas vezes ausente, daqueles belos cenários para ver o sol se por, de amigos que levarei pra sempre em meu coração, de pessoas que me marcaram pra toda a vida... posso dizer que foi intensamente cativado, nem tanto pelo lugar, mas pela família que encontrei naquele lugar.
Não pensei que seria assim, mas foi difícil me despedir. E está sendo, está doendo. Um misto de sentimentos paradoxais, um contraste de reações. É legal voltar, mas não é legal renunciar a uma vida já arquitetada ali. Mas creio que logo as coisas vão se ajeitar aqui [dentro de mim]. Enfim....
Obrigado por tudo pessoal. Obrigado mesmo.
Agora, #partiu descobrir o que Astorga tem... rs.
28 de mar. de 2013
HB20: Meu primeiro carro
Finalmente, após muita batalha nessa vida, e quase 60 dias de espera desde a compra, chegou meu HB20!
Trata-se do modelo Comfort Plus 1.6, Branco.
Eu realmente não tenho palavras para descrever a minha emoção com isso. Meu primeiro carro! E justamente o carro eleito o carro do ano, vencedor de 5 grandes prêmios na categoria!
Chegando na concessionária, dia 28/03/13, cerca de 17h30, minhas pernas tremiam, coração disparado! Eu já sabia que ele estaria disponível há 7 dias, e aguentar todos estes dias pela entrega foi muito difícil. Mas pra quem esperou dois meses, o que seria uma semana, não é?
Mas não quero reclamar da demora, pois eu estava consciente disso quando adquiri o veículo.
Na concessionária, todos aqueles procedimentos que até então eu desconhecia: checar documentação, pagar a diferença pelos acessórios (o tapete personalizado, os vidros automáticos [nunca lembro o nome do recurso!], película insufilme, e o tão bem falado banco de couro), e depois conhecer o carro. Retirar a capa dele, eu mesmo, que emoção! Me senti muito tapado, sentia que todos estavam olhando pra mim (e muitos estavam mesmo rs), mas mesmo assim, que satisfação! Começamos conhecendo o porta-malas, e depois o interior do veículo, com atenção especial para o sistema de Áudio, e para o Bluetooth. Eram tantos detalhes, dispositivos, que demorou bastante. Mas pensa que eu liguei??
Saindo de lá, aquele frio na barriga para a primeira pilotagem. Que sensação! Que carro leve, e lindo, e cheiroso, e etc!!!
Me senti um astro pelas ruas de Maringá, sentia que todos olhavam pra mim! E assim foi em todo aquele final de semana de feriado (Páscoa, salvo engano). Que prazer imenso, de realização!
Durante o caminho, e chegando em casa, nova festa! Que alegria.
Bom, estou escrevendo essa postagem bastante tempo depois, e acho que já tenho tempo o suficiente para dar meu veredicto sobre o veículo.. Muitas aventuras, viagens, perrengues, e correrias inclusive. Fora a surpresa dos tapetes [segundo o vendedor, o carro não vem com tapetes... não fabricam mais tapetes de borracha, por questão de segurança, e o comprador tem que pagar a parte por algum dos tapetes de carpê disponíveis], não tenho do que reclamar. O carro é incrível! Econômico, prático, seguro, responde bem na estrada, o sistema de som é sensacional. Na concessionária de Maringá, sempre que precisei fui bem atendido. Já precisei repor peças, e não demorou mais que 10 dias para chegar. Bem menos, aliás.
Bom, é isso. Estou muito feliz com meu primeiro carro. Grato, sobretudo, a Deus, por me proporcionar isso. E à minha família, e amigos, que tanto me incentivaram e me acompanham em minhas alegrias.
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| Maria, companhia na primeira noite |
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| Primeiro banho, já no primeiro fim de semana! |
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| Passeio na região de Loanda, nas primeiras semanas. |
3 de dez. de 2012
2 de dez. de 2012
Estranhas demais
Querido diário, a última noite foi diferente. Tinha um vagalume dentro do meu quarto, que me distraiu firmemente até o momento de eu adormecer.
Ainda há pouco nosso cachorro comeu uma cigarra na cozinha, e eu fiquei torcendo pra ela cantar dentro do estômago dele.
Nossa água tá com um cheiro estranho. Talvez tenha um passarinho morto dentro da caixa d'água. Ou talvez tenha uma ninhada toda deles.
Na penúltima noite fui a um baile com DJ, mas o DJ abandonou o posto e deixou tocando sertanejo por metade do tempo. E o povo gostou.Cheguei em uma amiga pra conversar, mas ela achou que eu queria agarrá-la, e me deixou falando sozinho na pista. Levei um belo toco.
Meu armário tá cheio de biscoitos recheados caríssimos, e eu já to preocupado em não engordar mais e até bolando um Projeto Verão.
É, as coisas andam estranhas demais.
Ainda há pouco nosso cachorro comeu uma cigarra na cozinha, e eu fiquei torcendo pra ela cantar dentro do estômago dele.
Nossa água tá com um cheiro estranho. Talvez tenha um passarinho morto dentro da caixa d'água. Ou talvez tenha uma ninhada toda deles.
Na penúltima noite fui a um baile com DJ, mas o DJ abandonou o posto e deixou tocando sertanejo por metade do tempo. E o povo gostou.Cheguei em uma amiga pra conversar, mas ela achou que eu queria agarrá-la, e me deixou falando sozinho na pista. Levei um belo toco.
Meu armário tá cheio de biscoitos recheados caríssimos, e eu já to preocupado em não engordar mais e até bolando um Projeto Verão.
É, as coisas andam estranhas demais.
25 de nov. de 2012
Cultivando em nós
Aprendi que solidão pode ser algo terrível.
Percebi que amigos podem significar muito mais do que pensamos que eles significam.
Entendi que família, por mais clichê que seja dizê-lo, é essencialmente parte do nosso próprio ser, e seria triste não a ter por perto.
Aprendi que nossos relacionamentos são mais que mero contato humano... são parte de nós, parte do que efetivamente somos. São nossa base de sustento.
Relacionamento com Deus. Relacionamento com pessoas. Que ninguém poderia viver só, absolutamente só, e ainda assim se considerar uma pessoa normal, e quem dera feliz.
Por isso compreendi que relacionamentos existem para serem cultivados. Que amigos, família e pessoas devem ser amadas. Que eles são, de uma forma ou de outra, o motivo de continuarmos lutando, de continuarmos nossa breve existência nesse plano físico.
Ame mais. Doe-se mais. Brigue menos. Desentenda-se menos.
Perdoe, porque o tempo é escasso, as pessoas são falhas e a existência pede compaixão. Seja feliz!
Percebi que amigos podem significar muito mais do que pensamos que eles significam.
Entendi que família, por mais clichê que seja dizê-lo, é essencialmente parte do nosso próprio ser, e seria triste não a ter por perto.
Aprendi que nossos relacionamentos são mais que mero contato humano... são parte de nós, parte do que efetivamente somos. São nossa base de sustento.
Relacionamento com Deus. Relacionamento com pessoas. Que ninguém poderia viver só, absolutamente só, e ainda assim se considerar uma pessoa normal, e quem dera feliz.
Por isso compreendi que relacionamentos existem para serem cultivados. Que amigos, família e pessoas devem ser amadas. Que eles são, de uma forma ou de outra, o motivo de continuarmos lutando, de continuarmos nossa breve existência nesse plano físico.
Ame mais. Doe-se mais. Brigue menos. Desentenda-se menos.
Perdoe, porque o tempo é escasso, as pessoas são falhas e a existência pede compaixão. Seja feliz!
11 de nov. de 2012
Tempo
Virar aquela esquina, às 18hs, com a mochila nas costas, caminhando rápido rumo ao ponto de ônibus. Crianças brincado, donas de casa conversando no portão ou assistindo a novela das 18hs, e o pessoal voltando com sensação de dever cumprido do trabalho ou do colégio. Exatamente como há 10 anos atrás, quando essas ruas, esse cheiro, essa dimensão toda era parte de mim.
Atravessar a mesma avenida, cruzar pelo canteira central gramado, esperar naquele velho e sujo ponto, fazer as mesmas poses de espera. Essa era a minha vida!
Engraçado que eu já não tenho mais doze anos. Não sou mais aquele garoto de antes, e ao mesmo tempo, nunca deixei de ser. Aquele sou eu. Eu sou aquele, só que não exatamente.
O tempo pode ser bem confuso, né?
Passar por tudo isso me fez perceber o quanto o tempo pode passar sem que o notemos. Só sentimos seu poder quando, num momento ou outro inesperado, sentimos o cheirinho da comida ou da cera com que era limpo o chão daquela antiga creche; quando observamos o entardecer na calçada em que passamos toda a nossa infância; quando observamos que aquela flor cor-de-rosa e "ardidinha" ainda cresce, e ainda é ardidinha, e que crianças ainda podem mastigá-la. Só percebemos a magnitude do tempo quando passamos por situações semelhantes e concluímos: nossa, como o tempo passa rápido!
Então eu olho pra mim e percebo o quanto estou diferente. O quanto estamos. Como se fossem mundos diferentes. Só que não!
Me lembro de um verso de Shakespeare que diz que "Depois de algum tempo você aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam". Me lembro ainda de uma amiga dizendo que todas essas mudanças são necessária e inevitáveis pois essa é a "lei da vida". E como a vida nos leva por caminhos diferentes, não é?
Meus amigos de infância? Minhas professoras da escola, onde estão?
{...}
Na real, não sei muito o que quero dizer com isso tudo. Apenas quis registrar. Não desejo que o tempo seja amargo, intragável. Não quero me esquecer. Não quero abandonar as memórias daquela velha esquina, das partidas de esconde-esconde, das dissertações da 8ª série, dos MiniChickens que minha avó fritava para a janta com o sol ainda fora, no horário de verão.
Ainda ontem estava carregando os livros de física, química e história na mochila. Hoje estou aqui, comprando minha passagem às 23hs da noite para viajar amanhã no final do dia, em virtude do meu trabalho. Tanta coisa já aconteceu! E o engraçado é que estou aqui, neste momento, comendo do mesmo pão da minha mãe, aquele pão caseiro que ela costumeira faz aos sábados à noite, desde que eu me entendo por gente. Comendo quentinho, com a manteiga amarelada derretendo no pão! Ter consciência disso tudo me deixa, por agora, contente. E há em meu semblante um sorriso, por saber que nem tudo mudou em nós.
É bom parar, refletir, perceber.
O tempo muda as coisas.... mas não necessariamente todas elas. :)
Um viva à memória, e ao que essencialmente somos!
29 de out. de 2012
Os versos que nunca dissera
Às vezes se passa a vida toda tentando ser forte, tentando
ser intocável.
Tentando ser um guia, um modelo.
Tenta-se.
Mas nem sempre tudo sai como o esperado. Ou até sai, casos
em que o esperado não é o que se devia esperar.
O fato é que os momentos de fraquejo e titubeação estão
sempre aí, prontos para entrarem em ação. E você pode ser forte, ser líder, ser
intransponível, mas sempre haverá na sua decisão o livre arbítrio: ceder ou não
àquilo que está à espreita?
Não se pode ser forte o tempo todo. Pensar assim seria uma
grande tolice. Quem é idiota o suficiente para pensar assim? E que é mais
idiota ainda pra pensar que existe alguém que possa/deva se manter sempre
assim?
Às vezes você cansa, você tropeça, você cede. Você cede e
conquista – ou perde – a tão almejada liberdade. E você chega num ponto que não
sabe mais o que é liberdade, talvez porque a tenha em excesso em suas mãos e
não saiba como usá-la. Aqui jaz a ironia de querer ser livre: livre pra quê? O
que vai fazer com a liberdade que você alcançou?
E depois de tudo isso, você para e olha para todo o se
passado, com todos os seus méritos, e para o seu presente. E você vê tudo
embaralhado, você ri, você chora, você ironiza. Você duvida da vida e de tudo
mais. Você esbraveja consigo mesmo por aquilo que você se tornou, e ao mesmo
tempo justifica seus atos com base nas frustrações que te levaram até aí. E de
novo volta a se achar um tonto. E de volta a achar que vai ficar tudo bem. E
mesmo sem saber como será, acredita, num ato transloucado de fé, que tudo vai se
ajustar...
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