31 de mai de 2011

Nothing...

Sempre que volto de uma visita ao hospital, volto com a certeza de que não sou nada, e de que minha vida está unicamente nas mãos de Deus....


Daí a gente engole o choro, desvia o olhar, e finalmente percebe que algo precisa mudar... por mais que finjamos que não, algo precisa mudar....
 
 

24 de mai de 2011

Um DTA numa noite fria


Estava eu voltando da faculdade nesta quinta-feira (19), por volta das 23hs, após a PCEU mais longa e produtiva da história, quando, na rotatória de encontro das Avenidas Sophia Rasgulaeff e Guaiapó, vejo um carro parado no acostamento, com as luzes acesas, como se estivesse com algum problema. Tive a impressão de que o pneu dianteiro estava furado.
Mas não quis parar. Pensei “é muito perigoso”. Mas o Espírito Santo me incomodou muito, e fui obrigado a parar uns 50 metros adiante, sob pena de ficar eternamente com um peso na consciência.

Fiquei um tempo lá parado e olhando para trás, no carro que estava ainda lá, um pouco acima. Eles devem ter percebido que fiquei um tempo lá olhando pra eles. Estava decidindo se ia ou não ao encontro deles. Quando me decidi, fiz o retorno e lá fui.

Eu estava com o violão nas costas. Cheguei lá e estacionei a moto, cirurgicamente paralelo ao para-choque dianteiro do carro.

Minha preocupação era descer logo e tirar o capacete e a máscara de lã (friiio) que eu tinha por baixo, para não pensarem que eu estava com más impressões. Bom, eles pensaram. Conforme fui descendo ele foi ligando o carro, como se quisesse sair.

Me adiantei, mostrei que estava em paz, tirei tudo (quase né :P) e fui até a porta. Olhei pro pneu que parecia furado. Não estava. 

Ele ligou o carro, após tentar várias vezes, sem êxito. Pensei então que era problema na bateria. Ligou.

Ele demorou, mas baixou o vidro. 

“O que aconteceu?”...
“Nada. Só parei para atender ao telefone” (o casal estava, aparentemente, com medo).
“Ah, beleza então!”

Eles saíram rapidamente, eu fiquei só. Me senti um tonto. Mas logo pensei: “não foi em vão. Eles viram que eu estava disposto a ajudar. Devo ter passado algum sentimento nisso”
...
Montei na moto e fui embora.

Comecei a pensar: “poxa, mas foi só isso mesmo?... eu deveria ter dito algo a mais... sei lá, um Deus te abençoe, mas nem isso eu disse...”

Deus te abençoe!!

Quantas vezes eu critiquei em pensamento um certo líder meu, por sempre escrever no final das mensagens dele um “DTA”. Aff, sempre tem um DTA lá...

Esse DTA poderia ter mudado a vida daquelas pessoas. Sei lá. Vai saber. Elas estavam esperando um assaltante (eu estava encapuzado!), aí chega um cara que abençoa a vida deles, numa noite fria, num lugar inóspito!

"Deus, por quê?"
...
Porque Ele queria falar comigo.
Muitas vezes pensamos que estamos prontos, aptos para os desafios. E nem sempre estamos. Precisamos sempre de reforço. Sempre voltar à origem. Entender que pequenos gestos, assim como os grandes, são de extrema importância. Grandes vitórias são alcançadas nos pequenos detalhes...

#EuAprendiQue um DTA pode se muito importante. Um DTA pode mudar vidas... quando pensei que não faltava mais nada pra acontecer no meu dia, o Espírito Santo me pegou no caminho pra casa (tipo Paulo, sabe, que viu a luz? Haha).

Se você não tem nada pra dar, nem pão nem ouro, dê um DTA. Abençoe a vida alheia. De repente seus amigos cristãos nem ligam pra isso, de repente nem precisam, mas tem muita gente sedenta esperando por isso!

Não se omita. Brilhe, emane a luz do Espírito através de suas palavras!

DTA, galera! rs

18 de mai de 2011

Maringá é uma moça bonita que passa

Alguns raios vazam em meio a uma espécie de rede protetora verde. Ali perto, o sujeito dispara mensagens para uma rede social da internet através de seu Iphone. Moderno, não? Com isso, porém, não consegue perceber que os fechos de luz vazados daquela imensa rede verde formada pela unção de galhos e folhas de duas árvores evocam uma imagem quase que divina tamanha sua beleza. O distraído perante as manifestações mais belas da natureza é maringaense. Ele prefere o twitter aos presentes que Maringá tenta dar para ele naquele momento.

Ele nem vê a criança se melecando toda de sorvete ao deixar escorregar a casquinha em sua blusa de moletom. Não percebe o carinho que um senhor, casado há mais de trinta anos com a mesma pessoa, faz nas costas da sua mulher, toda contente, cercada por sacolas de coisas compradas. Deixa até mesmo de perceber os beijos ávidos de um casal adolescente que nem bem curaram suas espinhas e já estão ali, mostrando para o mundo, que a paixão requer pressa e arde. Osama Bin Laden, se vivo fosse, poderia estar passando por ali que o maringaense desdenharia da sua ilustre e perigosa presença.

Ele também não consegue perceber que o sorriso daquela moça bonita que passa na calçada traduz um sentimento em comum para várias pessoas que aqui moram: a felicidade em Maringá é mais bonita do quem em outros lugares. A discussão para decidir o cognome de Maringá fica rasa quando olhamos para o sorriso, os olhos e a pele daquela mulher que passa pela avenida. “Olha que coisa mais linda mais cheia de graça, é ela menina que vem e que passa”. Lembro de uma canção, que, aliás, não foi composta na “Cidade Canção”.

A menina passando, fazendo os mais safados assobiar, os mais recatados se enrubescerem e as namoradas dos outros se amargarem consegue, veja só, até mesmo deixar a mãe natureza em segundo plano. Os fechos de luz vazados por entre árvores resolvem ter vida própria, desobedecem as ordens superiores naturais, e, solidários com a beleza da vida, brilham mais fortes e miram na direção da moça bonita que passa. Maringá é isso. É uma moça bonita passando pela calçada e deixando a multidão boquiaberta. Bonita, jovem, saudável, disposta para o amor e para a alegria. A felicidade, ainda que totalmente sem explicação, não deixa aquela menina ficar feia. Ela não vai se importar se Maringá for a Cidade Canção ou a Cidade Verde. Ela só quer caminhar, seguir em frente e sentir o perfume da juventude exalando pelos seus poros. Aquela moça deveria se chamar Maringá.

E maior surpresa não há, o mundo é mesmo perfeito, penso eu, quando vejo que a bela moça percebe a invasão dos fechos de luz, olha para o lençol verde da natureza e fica maravilhada com o espetáculo que Maringá lhe preparou. A natureza assistida e respeitada pela menina mais linda da cidade é exemplo de uma vida que se completa com o meio. E ela não resiste, precisa mostrar ao mundo o quanto ama aquele lugar. 

Dispara fotos do seu celular e eterniza o lençol verde furado de luz. Seguidores olham rapidamente aquela imagem disponibilizada em um link no twitter. O maringaense que mexia no seu Iphone, um dos 1.353 seguidores da moça, vê a foto, emociona-se e também se sente um sujeito feliz por morar em Maringá.

*Crônica publicada dia 17 de maio de 2011 na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná.

17 de mai de 2011

Nós falhamos...


Semana passada fomos surpreendidos com a morte de um garoto de 18 anos, que deixou a todos abalados. Particularmente eu não o conhecia, mas tínhamos alguns amigos em comum, e eles sentiram muito a perda.

Ele era um rapaz bonito, com boa aparência física, muito popular em seu círculo de amizades (escola, academia, TG...) e como todo jovem, cheio de sonhos.

Sua morte foi provocada.

O que resta agora é a saudade. E o inconformismo. Como pôde um cara tão novo e cheio de vida fazer isso? Por quê?

Muitos escrevem mensagens em comunidades virtuais do tipo: “meu anjo eterno, sempre lembrarei de ti”, ou “nós te amamos, por que fez isso?”, ou ainda “sinto muito por não ter te ouvido mais, compreendido mais, conversado mais...”

Surge esse sentimento de impotência diante da situação. E de culpa. SIM, porque todos agora se sentem culpados quanto ao fato.......

A culpa vem graças à omissão: “Deveria ter feito”, “deveria ter falado”. E é sempre assim. Basta acontecer algo parecido para nos darmos conta de quão hipócritas somos em nossas vidas, e de quanto omitimos aquilo que temos de melhor. Quando algo assim acontece, percebemos o tamanho do nosso egoísmo e da nossa mediocridade.

“Eu falhei...”

SIM, falhou mesmo. Todos nós falhamos. O mundo falhou.

Chorar exterioriza a dor, mas não a tira. As lágrimas, sejam de dor ou arrependimento, não vão mudar a situação.

Muitos dizem que foi por causa de namoro, mas não creio que seja apenas isso. E independente do tipo de problema que tenha originado tal atitude, era um PROBLEMA. Problemas devem ser tratados. A Bíblia nos diz que:

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. (Ec. 9.10)

Onde quero chegar??
O problema dele não foi tratado. A verdade não prevaleceu, não venceu as trevas. De quem é a culpa? Dele? Onde está o “Ide e pregai o evangelho..”?

O M I S S Ã O ??


Queridos, o texto acima sobre sepultura não é pra ele, é pra nós. FAÇAMOS o que deve ser feito ENQUANTO TEMOS VIDA! Use seus dons, talentos e habilidades! Encare o evangelho como um estilo de vida!

Leve as boas novas!!!!

Quantos casos assim terão que acontecer pra que a gente venha a se posicionar diante de Deus?

Reflita.

O que fazer agora? Ore. Ore pra que Deus ampare e abençoe a família dele. Amém.

Sacolinha nossa de cada dia

Foto: Gustavo T.

Enquanto bilhões de pessoas passam fome no planeta, e no Brasil 16 milhões de pessoas estão no nível da miséria, é indecente e inadmissível o uso e a fabricação sacolas feitas de alimentos (amido) misturados com derivados de petróleo.

Essas sacolas que as grandes redes de supermercados querem vender no valor próximo a R$ 0,20 são uma ilusão para o consumidor, pois somente se biodegradam em usinas de compostagem controlada. Onde existe isso em São Paulo ou no Brasil? A resposta é: não existe.

Essas sacolas não podem ser recicladas juntamente com os plásticos convencionais e se forem parar nos aterros, quando se biodegradarem, vão gerar metano, um gás 23 vezes mais prejudicial ao planeta.

Para explicar melhor, basicamente trata-se de alimento e dinheiro jogados no lixo, na forma de sacolas, com apoio do governador de São Paulo. Esse produto passará a ser mais um item com que o supermercado irá faturar.

Em Belo Horizonte já existe investigação sobre possível formação de cartel e em Jundiaí os preços dos sacos de lixo dispararam nos supermercados que vendem esse engodo de sacola de comida com petróleo.

Vamos repensar essa política de utilizar sacolas feitas a partir de comida enquanto o petróleo for nossa matriz energética. Não podemos pensar em queimar a nafta – matéria-prima das sacolas plásticas – e plantar alimento, usando terra fértil e água potável, recursos naturais preciosos para a humanidade, para fazer sacola que será usada apenas por meia hora.

Texto de Ana Dom

5 de mai de 2011

PCEU - Direito


Hei você!

Cristão? Não-Cristão? Simpatizante? Em busca de um motivo pra SORRIR???


Venha participar!

Começa dia 05/05/2011..


Abs!